Desemprego atinge 7,6% no Brasil; SC registra menor taxa do país

Taxa de desemprego alcança 3,2% no último trimestre em Santa Catarina; o Estado também registra a menor taxa de informalidade do país

Daiane Nora Florianópolis

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O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta quinta-feira (29) a taxa de desemprego brasileira, que atingiu 7,6% em janeiro de 2024, número abaixo dos 7,8% esperados pelo consenso.

Este valor representa uma queda de 0,7 ponto percentual em relação ao mesmo trimestre do ano passado, quando a desocupação era de 8,4%.

Queda do desemprego em Santa Catarina

Segundo os dados do IBGE,  Santa Catarina alcançou a menor taxa de desemprego do país em dezembro, com apenas 3,2% da população sem emprego.

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A pesquisa apontou uma redução de 0,4 ponto percentual de comparação ao trimestre anterior, o que trouxe o Estado para a liderança nacional, após ter ocupado a terceira posição no trimestre passado.

Foto mostra pessoas de pé em uma sala e alguém segurando uma carteira de trabalhoSanta Catarina registra o menor nível de desemprego do Brasil – Foto: Divulgação/Prefeitura de Itajaí

O estado também se destacou por apresentar a terceira menor taxa de desemprego anual, com 3,4%, superando apenas por Rondônia (3,2%) e Mato Grosso (3,3%).

Além disso, 2023 registrou a menor taxa de desemprego em Santa Catarina desde 2014, o que sinalizou a recuperação e fortalecimento do mercado de trabalho local.

Foto mostra pessoa preenchendo um formulárioSanta Catarina também registrou a menor taxa de informalidade do país – Foto: Freepik/Divulgação/ND

Nível de ocupação

A quantidade de pessoas em idade de trabalhar (a partir dos 14 anos), cresceu 1,9% em relação ao trimestre anterior, o que adicionou 75 mil novos trabalhadores ao mercado.

Taxa de informalidade

Segundo o IBGE, Santa Catarina também registrou a menor taxa de informalidade entre todas as Unidades da Federação tanto no quarto trimestre (27,6%) quanto na média anual de 2023 (26,4%).

Carteira assinada

O setor privado com carteira assinada foi outro destaque, com 88,2% dos empregados do setor privado em Santa Catarina possuindo registro formal, o maior percentual do Brasil.

Foto mostra pessoa assinando uma carteira de trabalho. Foto ilustra matéria que fala da queda de desemprego em Santa CatarinaA Pnad também destaca que houve crescimento da população ocupada – Foto: Agência Brasília/ Reprodução/ ND

Retração na agropecuária

Houve um crescimento de trabalhadores em setores como “Outros serviços” (12,8%) e “Alojamento e alimentação” (12,6%), enquanto Comércio (-0,5%) e Agropecuária (-1,9%), apresentaram retração.

Rendimento médio

Além disso, o rendimento médio habitual dos trabalhadores catarinenses alcançou R$ 3.403 no 4º trimestre, um crescimento de 3,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando o ápice da série histórica iniciada em 2012.

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