A taxa de desocupação caiu para 9,1% no trimestre encerrado em julho no Brasil, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (31) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), chegando a 9,9 milhões de pessoas. O número representa queda de 1,4 ponto percentual na comparação com o trimestre terminado em abril (10,5%) e 4,6 pontos percentuais, comparando com o mesmo período de 2021 (13,7%).
Índice brasileiro de desemprego foi de 9,1% no trimestre encerrado em julho. – Foto: Freepik/Divulgação/NDO índice se igualou com o menor da série desde dezembro de 2015. Os dados são da Pnad-Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua).
Já o contingente de pessoas ocupadas chegou a 98,7 milhões, um recorde na série histórica, iniciada em 2012. A alta foi de 2,2% (mais 2,2 milhões de pessoas) ante o trimestre anterior e de 8,8% (mais 8 milhões) ante o mesmo período de 2021.
SeguirO número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 35,8 milhões, subindo 1,6% (555 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e 10% (mais 3,3 milhões de pessoas) na comparação anual.
No confronto anual, apenas o setor de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura não aumentou o número de pessoas ocupadas.
Trabalhadores informais afloram
Os dados do IBGE apontam ainda que o número de empregados sem carteira assinada no setor privado (13,1 milhões de pessoas) bateu recorde na série histórica, iniciada em 2012. A taxa de aumento é de 4,8% no trimestre (mais 601 mil pessoas) e 19,8% (2,2 milhões de pessoas) no ano.
O número de trabalhadores por conta própria foi de 25,9 milhões de pessoas, um crescimento de 1,3% em relação ao trimestre anterior (326 mil pessoas), enquanto, na comparação com o mesmo período do ano passado, o avanço foi de 3,5% (mais 872 mil pessoas).
A população considerada desalentada, ou seja, que não está ocupada nem procurando trabalho, caiu 5% no trimestre, com 4,2 milhões de pessoas. Na comparação anual, a queda chegou a 19,8%, o que representa menos 1 milhão de pessoas. O percentual de desalentados correspondeu a 3,7% da força de trabalho no trimestre encerrado em julho.
Taxa de trabalhadores sem carteira assinada subiu 4,8%, chegando a 13,1 milhões de pessoas – Foto: Marcello Casal/Agência BrasilO número de trabalhadores domésticos (5,8 milhões de pessoas) ficou estável ante o trimestre anterior, mas subiu 14,1% no ano.
O número de empregadores (4,3 milhões de pessoas) cresceu 3,9% no trimestre (mais 162 mil pessoas) e subiu 16,2% (597mil pessoas) no ano. O número de empregados no setor público (12,0 milhões) cresceu 4,7% no trimestre e 5,1% no ano.
Por fim, a taxa de informalidade foi de 39,8% da população ocupada, contra 40,1% no trimestre anterior e 40,2% no mesmo trimestre de 2021. O número de trabalhadores informais chegou a 39,3 milhões.
Rendimento aumenta
Depois de dois anos estagnado ou em queda, o rendimento real habitual voltou a crescer e chegou a R$ 2.693 no trimestre encerrado em julho.
Esse índice representa o rendimento recebido por empregados, empregadores e trabalhadores por conta própria, mensalmente, sem acréscimos extraordinários ou descontos esporádicos.
O aumento foi de 2,9% em relação ao trimestre anterior, embora 2,9% menor que no mesmo período de 2021. A última vez que houve crescimento significativo foi há exatos dois anos, no trimestre encerrado em julho de 2020.
Os dados da Pnad Contínua indicam que o aumento no rendimento foi puxado pelos empregadores, que tiveram incremento de 6,1%, ou mais R$ 369; dos militares e funcionários públicos estatutários, com aumento de 3,8%, ou mais R$ 176; e dos trabalhadores por conta própria, cujos rendimentos subiram 3% ou R$ 63.
A massa de rendimento real habitual foi R$ 260,7 bilhões, um aumento de 5,3% frente ao trimestre encerrado em abril e de 6,1% na comparação com o trimestre encerrado em julho de 2021.