Os preços do material escolar podem variar mais de 3.000% a depender do estabelecimento comercial em Florianópolis. O dado foi apresentado pelo Procon da Capital após levantamento realizado nesta segunda-feira (16), que comparou os valores de 38 itens da lista de material escolar em seis comércios na Capital.
Pesquisa de preços foi divulgada nesta segunda-feira (16) – Foto: Daniel Queiroz/Arquivo/NDEntre os itens pesquisados estavam lápis de cor, caderno de 10 matérias, estojo e mochila. Alguns produtos, como o estojo, chegaram a apresentar 3.433% de diferença no preço, o equivalente a R$ 154. A caixa de lápis de cor com 12 cores chegou a variar 897,50%, cerca de R$ 34 de diferença entre uma loja e outra.
A pesquisa levou em conta o maior e o menor preço do mesmo item de diferentes marcas em cada estabelecimento, e na comparação não considerou necessariamente as marcas de cada produto.
SeguirCadernos, agendas, fita adesiva, cola, corretivo, folha A4, guache, papel crepom, entre outros passaram pela avaliação. Um dos pontos fiscalizados é se a quantidade (dimensões, peso, volume, número de unidades) encontrada na embalagem é a mesma indicada pelo fabricante.
O Imetro também analisa a presença de substâncias tóxicas em itens que possam ser levados à boca ou com risco de serem ingeridos ou inalados; bordas cortantes; e pontas perigosas.
As aulas da rede municipal e estadual inicia em 8 de fevereiro e, até lá, segundo o Procon, serão feitas mais duas pesquisas de preço de material escolar. Para o diretor do órgão em Florianópolis, Alexandre Farias Luz, o levantamento mostra a importância e o impacto da pesquisa no bolso do consumidor.
Entre os itens pesquisados estava o lápis de cor, o caderno de 10 matérias, estojo e mochila – Foto: Procon/Divulgação/ND“O Procon Municipal auxiliou o consumidor nessa situação. A diferença verificada demonstra que dependendo do item, a porcentagem pode chegar a quase 4000%. Isso no final da compra impacta diretamente no custo de vida de toda família, pois a economia pode ser revertida em outras áreas, como alimentação ou lazer”, comenta.
“As ações da secretaria chegam na mesa e afetam a rotina do cidadão de Florianópolis. Pesquisas como a do Procon, pouco antes do início das aulas, ajudam o consumidor a encontrar os produtos que melhor se encaixam no bolso da família”, completou o secretário municipal de Governo, Fabio Botelho.
Confira a pesquisa completa do preço do material escolar:
Fique de olho
O Selo do Inmetro deve ser afixado na embalagem ou diretamente no produto. No caso de material vendido a granel, como lápis, borrachas, apontadores ou canetas, a embalagem expositora com o selo do Inmetro deve estar próxima ao produto.
Caso sejam encontrados artigos sem o selo no mercado formal, é possível denunciar à Ouvidoria do Imetro no 0800 643-5200 ou pelo e-mail ouvidoria@imetro.sc.gov.br.