Duas áreas de cultivo de moluscos são interditadas em Florianópolis

Retirada e comercialização e ostras e mexilhões foi proibida depois que a fiscalização encontrou toxina que causa diarreia

Redação ND Florianópolis

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Duas áreas de cultivo de moluscos foram interditadas em Florianópolis nesta sexta-feira (5). Nas regiões da Caieira da Barra do Sul e da Taperinha, foram identificados pelos agentes reguladores alta concentração da ficotoxina ácido ocadaico, que é uma toxina que causa diarreia.

Áreas para cultivo de moluscos são interditadas após registro de toxina diarreica – Foto: Nilson Teixeira/ Divulgação/ Epagri/NDÁreas para cultivo de moluscos são interditadas após registro de toxina diarreica – Foto: Nilson Teixeira/ Divulgação/ Epagri/ND

A partir da decisão publicada, fica proibida a retirada e comercialização de ostras e mexilhões e seus produtos, inclusive nos costões e beira de praia.

A interdição é adotada pelo órgão de regulamentação quando é detectada uma concentração da toxina acima dos limites permitidos nos cultivos de moluscos bivalves, sendo aqueles que possuem uma concha de duas valvas.

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Essa substância, quando ingerida por seres humanos, pode ocasionar náuseas, dores abdominais, vômitos e diarreia. Por isso, a Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina) intensificou as coletas para monitoramento das áreas de produção de moluscos interditadas e arredores.

Os resultados dessas análises definirão a liberação ou a manutenção da interdição. Os locais de produção interditados serão liberados após dois resultados consecutivos demonstrando que os moluscos estão aptos para o consumo.

Santa Catarina é o único Estado do país que monitora permanentemente as áreas de cultivo. O Programa Estadual de Controle Higiênico Sanitário de Moluscos é um dos procedimentos de gestão e controle sanitário da cadeia produtiva, permitindo maior segurança para os produtores e consumidores.

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