‘É absolutamente fundamental’ para Itajaí que o porto volte a funcionar, dizem empresários

Empresários do comércio exterior querem pressionar o governo federal para fazer licitação definitiva do Porto de Itajaí

Kassia Salles Itajaí

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Empresários do setor de comércio exterior já sentem, desde o começo do ano, os impactos da perda de movimentação no Porto de Itajaí, Litoral Norte de Santa Catarina.

O Sinditrade (Sindicato das Empresas de Comércio Exterior do Estado de Santa Catarina), em reunião na segunda-feira (10), decidiu pressionar as autoridades, tanto municipais quanto federais, para “garantir que o porto volte a funcionar”, afirma o presidente da instituição, Rogério Marin.

Porto de Itajaí‘É absolutamente fundamental’ para Itajaí que o porto volte a funcionar, dizem empresários – Foto: Luciano Sens/Porto de Itajaí/Divulgação/ND

Na quinta-feira (13), a instituição, junto com o Sindasc (Sindicato das Agências de Navegação Marítima e Comissárias de Despachos do Estado de Santa Catarina) e entidades do setor, deve se reunir com o governo municipal para solicitar que o projeto de lei para transformar o porto em empresa pública seja encaminhado à Câmara de Vereadores.

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Esse projeto é um passo importante para que o governo federal possa lançar a licitação, que, por enquanto, seria provisória. Mas, para Marin, os armadores “precisam de contratos a longo prazo”. A Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) autorizou a SPI (Superintendência do Porto de Itajaí) a fazer a licitação provisória para 2 anos.

Rogério afirma que existem duas empresas já interessadas na licitação, mas que, para ela avançar, é preciso “fazer o dever de casa” e encaminhar à câmara o projeto de empresa pública. “Isso vai garantir que os recursos fiquem no porto”, afirma o empresário.

Esta semana, representantes da SPI estão em Brasília para tratar sobre a situação do porto com o governo federal. As possibilidades – entre elas a parceria com Santos e o contrato definitivo – estão em análise.

Trabalhadores parados e movimentação baixa em Itajaí – Foto: Portonave/Divulgação/NDTrabalhadores parados e movimentação baixa em Itajaí – Foto: Portonave/Divulgação/ND

Impactos para empresas e para Itajaí

O setor de comércio exterior, enquanto isso, sente os impactos de um porto praticamente parado. Segundo Marin, as empresas continuam funcionando, mas agora dependem do porto de Navegantes ou de Itapoá, que têm um espaço limitado e podem chegar a operar com capacidade total.

“O preço da operação sobe, e cai a qualidade, porque os portos operam com capacidade total ou até acima dela”, afirma.

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