A economia de Santa Catarina cresceu 2,2% entre agosto de 2021 e setembro de 2022 em relação ao ano anterior, segundo a última edição do ano do Boletim de Indicadores Econômico-Fiscais de Santa Catarina, publicado pela SDE (Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável).
Entretanto, devido a uma série de fatores, economistas preveem que o crescimento para o próximo ano deve se acomodar em taxas inferiores.
Aumento de 2,2% esteve abaixo dos 2,7% estimados para os quatro trimestres encerrados em junho – Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Secom/NDO crescimento de 2,2% da economia catarinense esteve abaixo dos 2,7% estimados para os quatro trimestres encerrados em junho, segundo a SDE.
Seguir“As perspectivas atuais para a economia nacional, seja para o quarto trimestre do ano, como para 2023, são de uma acomodação desse crescimento a patamares inferior, já que as restrições fiscais e a alta dos juros para conter a inflação, limitará as possibilidades de crescimento econômico. Também as incertezas típicas de anos eleitorais (e de transição de governo), o baixo aporte de investimentos públicos e o baixo crescimento mundial contribuírão, e influenciaram os indicadores em nosso Estado, explica o economista Paulo Zoldan.
Comércio Exterior
No estado, o setor exportador se beneficiou com o bom desempenho dos segmentos de frango, papel e celulose, madeiras, motores e peças.
Já os embarques de suínos retraíram devido a menor demanda da China. E os de soja tiveram disponibilidade reduzida devido à queda na produção. Houve expressiva alta nas vendas para os EUA, Argentina, Chile, México e Japão, as quais compensam a retração do mercado chinês, destaca a SDE.
Já o valor das importações, via portos catarinenses, cresceu 19,7% nos quatro trimestres até setembro, demonstrando também uma tendência de desaceleração. O setor repetiu mais um recorde no valor dos desembarques em 2022.
Emprego
Em 12 meses até setembro foram gerados 114,2 mil novos postos formais no Estado. Ao longo desse ano (até outubro) o setor de Serviços liderou em contratações líquidas 52,2% do total, seguido pela Indústria (23,4%), Construção (13,7%) e Comércio (10,4%).
A taxa de desocupação no estado no terceiro trimestre estava em 3,8%, mantendo-se a menor do País. Na comparação com o terceiro trimestre de 2021, o contingente de desocupados teve redução de 53 mil pessoas.
Receitas Tributárias
As receitas tributárias estaduais atingiram valores recordes, sustentadas pelo crescimento da economia, mas principalmente, pela elevação dos preços de importantes fontes de arrecadação. E contribuíram para a geração de superávits nas contas públicas, assim como para a alavancagem dos investimentos.