Quem fez compras nos últimos dias nos supermercados de Chapecó, no Oeste do Estado, viu os preços de itens como arroz, feijão, leite, carne e óleo de soja, explodirem, assim como nas demais regiões de Santa Catarina. Isso se deve, principalmente, ao aumento das exportações e a queda nas importações, motivada pela valorização do dólar frente ao real. Outro fator é o crescimento da demanda interna impulsionado no período de quarentena.
Em Chapecó, 32 estabelecimentos são investigados por aumento nos preços – Foto: Freepik/NDEm Chapecó, o Procon (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor) diz que tem acompanhado com atenção os aumentos nos preços dos combustíveis e do gás de cozinha no comércio local, bem como demais produtos que compõem a cesta básica.
“Mesmo não havendo tabelamento ou controle prévio de preços, o Procon de Chapecó tem atuado em observância aos parâmetros legais, no sentido de harmonizar as relações de consumo e combater as abusividades constatadas”, afirma o coordenador executivo do Procon de Chapecó, Vinicíus Antohaki.
SeguirDesde o início da pandemia do novo coronavírus, o Procon instaurou procedimento investigatório em 32 estabelecimentos do município, para verificar a ocorrência de suposto aumento injustificado de preços, sobre os mais diversos produtos da cesta básica.
“Esse trabalho deve ser intensificado e o Procon conta com a colaboração do consumidor chapecoense, que deve continuar denunciando a suspeita”, diz Antohaki em nota enviada ao nd+.
As denúncias podem ser formuladas pelo telefone (49) 3319-1100 ou pelo endereço eletrônico: procon@chapeco.sc.gov.br.
Paulo Cesar Lopes, presidente da Acats (Associação Catarinense de Supermercados), diz que em virtude da pandemia está ocorrendo uma procura grande de alimentos. Ele destaca que os supermercadistas são orientados a manterem controle sobre os preços.
“Orientamos que não aumentem preço desnecessário e que não aceitem o preço abusivo das indústrias”, comenta Lopes.