Cerca de 77% das famílias brasileiras estavam endividadas em junho deste ano, segundo a Peic (Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor). Na comparação com junho de 2021, houve crescimento de 7,6%. Para tirar dúvidas sobre o assunto, o SC no Ar conversou com o professor de finanças pessoais da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Jurandir Sell.
Professor de finanças pessoais alerta para o ‘pico do endividamento’ das famílias brasileiras – Foto: Reprodução/Pixabay/ND“O pico do endividamento tá assustador. A gente chegou ao topo em maio. Tivemos uma pequena redução em junho, mas é de 0,1. Ou seja, nós estamos no topo do endividamento hoje com 77,3% das famílias brasileiras endividadas, segundo a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo)”, explicou Sell.
Segundo o professor, alguns fatores contribuíram para chegarmos ao pico do endividamento: “Primeiro, a massa salarial brasileira tá no mais baixo nível desde 2012. Temos várias categorias sem correção salarial, muito desemprego. Aliado a isso, nós temos uma inflação que vem muito de fora, por conta da crise entre Ucrânia e Rússia, também a quebra das cadeias produtivas devido a Covid. Tudo isso gera um impacto forte em termos de oferta.”
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