Após a polêmica da gratificação aos diretores da Companhia Águas de Joinville ser exposta pelo Portal ND+ com exclusividade, gerando desgaste ao comando da autarquia e, inclusive, forçando a recuar da decisão, a Prefeitura de Joinville anunciou, nesta sexta-feira, dia 10, mudança na presidência.
Giancarlo Schneider sai e Fernando Schneider entra – Foto: Montagem a partir de fotos/Divulgação NDSegundo a Prefeitura, no início da semana, o diretor-presidente Giancarlo Schneider pediu exoneração do cargo. Ele deve se dedicar a um novo desafio profissional, em uma empresa da iniciativa privada de São Paulo.
O profissional indicado pelo prefeito Adriano Silva para ocupar a presidência da Águas de Joinville é o engenheiro Fernando Schneider. Na tarde desta sexta-feira, ele foi apresentado às lideranças e conselheiros da Companhia pelo atual presidente e por Marcelo Hack, que preside o Conselho de Administração.
Seguir“Agradeço ao Giancarlo pelo excelente trabalho desenvolvido. A chegada do Fernando vai colaborar para que possamos continuar avançando no projeto de universalização do saneamento básico e na melhoria do tempo de resposta e da qualidade dos serviços”, afirma o prefeito.
Fernando Schneider assume oficialmente a presidência da Companhia no dia 1º de julho, quando encerra o processo de transição, que terá início na próxima segunda-feira (13/6).
“Vamos seguir evoluindo com os processos para garantir a continuidade do fornecimento do nosso bem mais precioso, que é a água. Também avançaremos comprometidos com universalização do saneamento básico, de acordo com o Novo Marco Regulatório”, destacou Fernando.
Sobre Fernando Schneider
Fernando Schneider – Foto: Secom/Prefeitura de Joinville/Divulgação NDO novo diretor-presidente da Companhia Águas de Joinville é graduado em Engenharia de Controle e Automação Industrial pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e especialização em Finanças pelo Instituto Europeu de Administração de Empresas (INSEAD), na França.
Realizou duas jornadas de aperfeiçoamento no exterior, no ano 2000, na Alemanha, e em 2010 nos Estados Unidos. Por 21 anos, atuou na Franklin Eletric, onde ocupou os cargos de gerente industrial, diretor de novos negócios, diretor de operações e diretor-geral.
Relembre a denúncia das gratificações trazida à tona pelo Portal ND+
A gratificação havia sido aprovada em reunião do Conselho de Administração em março deste ano e, posteriormente, também pela prefeitura de Joinville, única acionista da empresa.
Na prática, o bônus estava ligado ao PPR (Programa de Participação de Resultados) da companhia que, como em outras empresas, oferece valor que depende dos resultados alcançados e do salário de cada funcionário.
Caso a meta seja atingida em 100%, todos os funcionários recebem um salário integral. Já se for ultrapassada e atingir o primeiro nível de elevação, os profissionais ganham 1,5 salário. Se os resultados alcançarem um segundo nível de elevação, cada funcionário recebe dois salários.
No caso dos diretores, porém, existia a polêmica gratificação extra, que concedia o valor do PPR (que pode chegar a dois salários) somado a mais um bônus de duas vezes o PPR.
Na prática, isso significava que, se os resultados atingissem o segundo nível de elevação, concedendo dois salários aos funcionários, os diretores poderiam receber dois salários mais uma gratificação de duas vezes esse valor.
Com os salários atualizados neste mês, o diretor-presidente, que agora recebe R$ 33.397,54, pode receber até R$ 66.795,08 no PPR. Com a gratificação, a soma passaria de R$ 200 mil.
Já no caso dos dois diretores, que recebem salário de R$ 25.113,75, o PPR pode chegar a R$ 50.227,50, valor que, somado à gratificação, poderia chegar a mais de R$ 150 mil.