“Esperamos que não haja mudança drástica na economia”, diz presidente da CDL Florianópolis

Júlio Geremias, que está assumindo o comando da entidade, fala com a coluna sobre o cenário econômico nacional, a temporada de verão e a revisão do Plano Diretor

Receba as principais notícias no WhatsApp

Eleito em novembro, o empresário Júlio Geremias, 60 anos, assume no próximo domingo (1) a presidência da CDL Florianópolis.

À coluna, ele fala sobre o verão, a expectativa sobre a economia brasileira a partir do ano que vem e também sobre a revisão do Plano Diretor.

Marcos Brinhosa (à esquerda) e o sucessor na CDL Florianópolis, Júlio Geremias – Foto: Divulgação/NDMarcos Brinhosa (à esquerda) e o sucessor na CDL Florianópolis, Júlio Geremias – Foto: Divulgação/ND

Qual a perspectiva para a temporada de verão?
Começou muito bem, o movimento está bem intenso. Estamos trabalhando para que seja uma excelente temporada e conversando com a prefeitura sobre segurança e comercio ilegal, pauta recorrente há vários anos.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Mas acho que vamos ter esse ano um incremento no combate a essa prática ilegal, com as novas responsabilidades da Guarda Municipal, que pode atuar mais fortemente como  fiscalizadora, e com o projeto da PMF para qualificar melhor o trabalho dos ambulantes. Vai ser uma concorrência menos desleal.

O comércio ilegal é prejudicial para a cidade, não gera emprego digno nem imposto.

Como o segmento está avaliando o futuro da economia nacional com a transição no governo federal?
O empresário é um eterno otimista, caso contrário não estaria empreendendo. Mas estamos vendo com bastante preocupação e atenção os desdobramentos das ações do próximo governo. Estamos num período de acomodação da inflação, com crescimento econômico, superávit de várias estatais.

Os indicadores estão positivos e esperamos que não haja nenhuma mudança drástica de rumo, o que pode atrapalhar a economia como um todo.

Se o governo resolver gastar mais do que arrecada, vai ser um endividamento futuro que em algum momento a gente vai ter que pagar. Depois da pandemia, a ideia é investir, mas estamos à espera dos próximos acontecimentos.

Como analisa o adiamento da votação sobre o Plano Diretor e o que considera importante discutir nesse processo de revisão?
Tínhamos a expectativa de que a revisão fosse aprovada este ano, mas entendemos que  tem um rito e que houve a mudança de comando na Câmara. A votação atrasou um pouco mas é muito importante que se perceba a nova realidade da realidade da cidade.

A pandemia, por exemplo, acentuou a questão das mudanças das centralidades. Temos bairros maiores que municípios e que têm vida própria. O comércio mudou, porque as pessoas não queriam vir para o Centro por causa da pandemia e muitas atividades foram reforçadas nos bairros.

Uma das questões mais importantes do Plano é permitir o uso misto das edificações, para que possa ter comércio, serviços e moradias na mesma região, permitindo que as pessoas se desloquem menos. Acreditamos que no começo do ano que vem vamos conseguir aprovar a revisão, para o bem da cidade.