A semana começa com uma reação do governo estadual à fortíssima carta de lideranças do Oeste catarinense, lançada na quinta-feira.
Carro de comitiva do governo estadual com os freios acionados diante do pôr-do-sol em Chapecó – Foto: Ricardo Wollfenbuttel/Divulgação/NDAs pesadas críticas reclamam da falta de uma atenção compatível com a participação regional para o desenvolvimento estadual. O próprio comunicado do governo estadual começa endossando as palavras do manifesto oestino.
Ambos falam em um território historicamente relegado a segundo plano. Conforme esta página levantou, a reclamação do Oeste ecoou em outras partes do Estado, que também reclamam da falta de planejamento e de investimentos em infraestrutura.
SeguirProcurado pelo ND, o governador Carlos Moisés fez um balanço das ações do Executivo estadual no Grande Oeste catarinense, algo próximo dos R$ 2,8 bilhões em três anos, segundo ele, em áreas como infraestrutura, saneamento básico, resiliência hídrica, energia elétrica, saúde e educação. Moisés falou também sobre aquilo que classificou como “mantra”: “nenhuma região será esquecida”.
Diante da resposta de Moisés, é necessário considerar dois aspectos. Primeiramente, o estímulo ao desenvolvimento regional equilibrado. Assim como o Oeste, historicamente, Sul e Serra também são preteridos. Por outro lado, Norte e Vale do Itajaí têm posição preponderante nos avanços catarinenses. Essa balança precisa estar muito bem equilibrada.
Em segundo lugar, além dos investimentos em si, o Estado também precisa ser o principal protagonista para alavancar o desenvolvimento. Nesse sentido, há uma missão fundamental: fazer com que o governo federal cumpra com as suas responsabilidades perante as pautas fundamentais de Santa Catarina.