Popular marca esportiva decreta falência e encerra contrato com mais de mil funcionários

O crescimento da moda barata derrubou um império do skate e do surfe, deixando marcas esportivas como Billabong e Quiksilver no limbo e fãs em choque

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Guilherme Xavier Florianópolis

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loja da billabong atuando após falência da gestoraMarcas como Billabong estão com os dias contados? – Foto: Divulgação/ND

A Liberated Brands, conglomerado responsável por marcas icônicas como Billabong, Quiksilver e Volcom, entrou com pedido de falência e está encerrando suas operações físicas nos Estados Unidos.

Mais de 1.400 funcionários serão demitidos e mais de 100 lojas fecharão as portas, em um dos colapsos mais marcantes do setor esportivo nos últimos anos.

Marcas como Billabong, Quiksilver e Volcom podem desaparecer?

O pedido de falência da marca esportiva Liberated Brands pegou muita gente de surpresa. A empresa controlava nomes que marcaram gerações, especialmente entre fãs de skate, surf e esportes radicais.

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As marcas não vão desaparecer, mas mudanças profundas estão por vir, porque as licenças dessas marcas esportivas podem ser vendidas a outras empresas.

A partir da venda, a empresa que passar a gerir as atividades dessas marcas pode alterar até mesmo o nome das mesmas.

Moda barata e rápida: o vilão do fim?

Especialistas apontam a explosão da chamada “fast fashion” como o grande responsável pela queda. A Liberated Brands simboliza um mercado que mudou rápido demais, e que deixou marcas tradicionais à “beira do precipício”.

O público passou a buscar preço menor e maior agilidade, algo que grandes grifes não conseguiram acompanhar. Enquanto isso, estoque parado vira liquidação: sites como o da Billabong seguem no ar, com muitos descontos.

loja de marca esportivaCom o estoque parado, muitas marcas esportivas estão fazendo liquidações em seus sites – Foto: Divulgação/ND

O que vai acontecer com Roxy, RVCA?

Marcas como Roxy e RVCA ainda estão na corda bamba. Especialistas dizem que a estratégia atual é buscar acordos com distribuidores que queiram relançar os produtos.

Enquanto isso, sindicatos e entidades trabalhistas nos EUA tentam encontrar soluções para realocar os 1.400 funcionários afetados pelo colapso da marca.