A cesta básica em Florianópolis segue sendo a segunda mais cara do país, atrás apenas de São Paulo. Segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), uma família precisa desembolar R$ 753,73 para garantir os alimentos do mês. A pesquisa foi divulgada na última sexta-feira (5).
Florianópolis tem a segunda cesta básica mais cara do país – Foto: Divulgação/ EBC/ NDNa cidade, um dos alimentos que impactou o bolso do morador foi a farinha de trigo, que acumulou alta de 19,29%. Ainda conforme o Dieese, o preço do pão francês aumentou em todas as cidades nos últimos 12 meses, especialmente em Brasília (28,56%), Salvador (28,30%) e Belém (27,05%).
Apesar da queda no preço internacional do grão, as cotações do trigo e da farinha seguiram em alto patamar no mercado interno, por conta da baixa oferta e da taxa de câmbio desvalorizada.
SeguirO preço da maior cesta básica é de São Paulo, com R$ 760,45. Em relação aos valores dos alimentos de julho de 2021, houve aumento em todas as Capitais, de acordo com o Dieese.
Com a alta dos preços, o salário mínimo para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 6.388,55 em julho deste ano, o que representa 5,27 vezes maior que o mínimo atual, de R$ 1.212,00. Já em julho do ano passado, o salário mínimo deveria ter ficado em R$ 5.518,79, uma diferença de R$ 869,27 em 12 meses.
Alta acumulada do leite chega a 80%
Outros produtos tradicionais nas mesas do brasileiro apresentaram alta, conforme a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. Entre junho e julho, o preço do litro de leite integral e do quilo da manteiga aumentou nas 17 cidades.
Para o leite UHT, as maiores altas ocorreram em Vitória(35,49%), Salvador (35,23), Aracaju (32,55%) e Natal (30,95%). Já as maiores variações acumuladas foram registradas em Florianópolis (80,91%) e Porto Alegre (78,33%).
No caso da manteiga, destacam-se os aumentos em Salvador (9,27%), Belém (8,87%) e Porto Alegre (7,49%). No último ano, todas as cidades tiveram aumento dos dois produtos.
Para a manteiga, as taxas oscilaram entre 13,43%, em Natal, e 32,62% em Salvador. O Dieese aponta que a extensão do período de entressafra, devido ao clima seco e à falta de chuvas, somada ao aumento do custo de produção (medicamentos e alimentação) e à maior demanda por parte das indústrias de laticínios, foram os fatores que elevaram o preço nos derivados de leite.