Fechamento do canal de acesso prejudica cadeia produtiva dos portos de Itajaí e Navegantes

Canal de acesso está fechado desde terça-feira (3), após elevação do nível do rio e aumento da correnteza

Kassia Salles Itajaí

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Sem entrada nem saída de navios no canal dos portos de Itajaí e Navegantes, importadores e exportadores calculam os prejuízos que a paralisação podem causar. O canal está fechado desde terça-feira (3), sem previsão de reabertura. O motivo é o aumento da correnteza e do nível do Rio Itajaí-Açu, reflexo das chuvas intensas dos últimos dias.

Entrada e saída de navios nos portos de Itajaí e Navegantes está suspensa – Foto: Arquivo NDTVEntrada e saída de navios nos portos de Itajaí e Navegantes está suspensa – Foto: Arquivo NDTV

Segundo Ricardo Amorim, Diretor Geral de Operações Logísticas do Porto de Itajaí, não é possível falar agora em valores e prejuízo, mas avalia que essa paralisação impacta toda a cadeia produtiva do comércio exterior.

“É uma cadeia muito grande de logística e de comércio exterior. Temos prejuízos para exportadores, para importadores que não estão conseguindo escoar a produção ou receber matéria-prima, estamos falando dos terminais que não conseguem operar navios, e vão começar a represar muita carga, já que os navios não estão atracando”, conta. Sem a movimentação dos navios, e com os que já atracaram sem poder sair, a ocupação dos terminais aumenta e as operações ficam mais difíceis.

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Canal impraticável

Ao todo, no canal de acesso, cinco navios aguardam a melhora da correnteza e do rio para atracar, e quatro estão atracados – dois na Portonave, um do porto público e um na Barra do Rio.

“O canal continua impraticável, a gente está com um índice muito alto de correnteza. A velocidade da correnteza no rio está acima de quatro nós, é o dobro do considerado seguro para manobras”, revela o diretor.

A água que desce do Alto Vale para a Foz do Rio Itajaí ainda preocupa e afeta as operações. Em alguns pontos, o rio Itajaí-Açu está acima dos oito metros. Para Amorim, a abertura das barragens de Ituporanga e Taió também ainda devem afetar a foz do rio, já que toda a água que está represada “desce” em direção ao mar.

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Praticagem, porto e Marinha atuam no monitoramento do canal, aferição que é feita de hora em hora para garantir a segurança dos navios que aguardam para entrar no porto e para sair, “sem qualquer chance de um incidente aqui no canal”, afirma.

Os navios que esperam pelo acesso possuem mais de 300 metros de comprimento, o que torna a operação mais delicada e com mais restrições quanto ao vento e correnteza. “É uma massa muito grande e todo o cuidado é pouco, é necessário garantir a segurança para as manobras”, afirma.

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