Florianópolis apresentou queda de 0,6% na inflação em agosto, especialmente por conta do grupo dos transportes, aponta o boletim mensal da Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina). Dessa forma, é o segundo mês que a Capital registra deflação.
Destaque positivo foi o leite que teve queda de 8,4%, puxada especialmente pelo longa-vida (-14,7%) – Foto: Leo Munhoz/NDEm comparação ao mesmo período de 2021, houve queda de 1,48 ponto percentual enquanto agosto apresentou 0,88%. Já em relação ao mês anterior, o resultado também foi inferior, sendo uma redução de 0,38% (-0,6% contra -0,22%).
Durante agosto, dos 297 itens pesquisados, 109 tiveram aumentos, 109 permaneceram estáveis e 79 queda no preço. Dessa forma, o acumulado anual é de 3,59% e 7,78% nos últimos 12 meses.
SeguirDe acordo com os números incluídos no Índice de Custo de Vida, os combustíveis de automóveis e passagens aéreas foram os responsáveis por puxar a inflação para baixo, sendo -8,1% e -13,3%, respectivamente. Além disso, o leite longa-vida, que vinha acumulando altas nos últimos meses, também teve redução de -14,7%.
Veja a evolução dos preços por grupos em agosto:
Alimentação
Ainda de acordo com o boletim, os alimentos e bebidas são os grupos de preços que mais pesam no orçamento das famílias. Em agosto, esse grupo apresentou deflação de 0,62%, que só não foi maior porque as refeições realizadas fora de casa tiveram alta de 0,1%. Já os produtos comprados em feiras e supermercados ficaram mais 1,1% bais baratos.
O destaque positivo foi o leite, e os seus derivados, que teve queda de 8,4%, puxada especialmente pelo leite longa-vida (-14,7%). Assim como o preço as hortaliças e verduras (-4,7%), frutas (-4,2%), cereais, leguminosas e oleaginosas (-2,3), óleos e gorduras (-2) e tubérculos, raízes e legumes (-2%) – com destaque para a batata-inglesa (-9,4%).
Por outro lado, houve alta nos subgrupos de aves e ovos (5,2%), sal e condimentos (3,7%), bebidas e infusões (1,7%), enlatados e conservas (1,5%), farinhas, féculas e massas (0,8%), panificados (0,8%), carnes (0,5%), pescados (0,5%) e açúcares e derivados (0,2%).
Transportes
O grupo de itens pesquisados ligados aos transportes foi o que teve a maior redução (-2,76%). Os gastos com transporte são responsáveis em média por mais de 20% do orçamento das famílias (quase igual aos gastos com alimentação), o que aumenta seu peso na variação do índice. Em agosto, portanto, esses preços foram a principal causa da deflação.
Combustível para veículos ficou 8% mais barato durante agosto- Foto: Leo Munhoz/NDOs preços ligados aos transportes continuaram caindo, mas a um ritmo menor que a forte redução do mês anterior. A variação desse grupo havia sido de -5,44% em julho (o dobro da queda de agosto). Os combustíveis para automóveis, que haviam caído 15% em julho, agora tiveram uma redução de pouco mais de 8%.
Além de transportes e alimentos, caíram os preços de artigos de residência (-0,87%) e vestuário (-0,78%), além de uma leve queda nos serviços de comunicação (-0,19%).
Houve aumentos nos grupos de itens ligados a habitação (0,54%), saúde e cuidados pessoais (0,99%) e despesas pessoais (0,38%). Os itens de educação ficaram praticamente estáveis (0,09%).