Florianópolis apresenta redução de preços, mas alimentos encarecem em julho

Capital não registrava inflação com índices negativos desde abril de 2020; redução do ICMS apresenta resultados positivos no custo do transporte

Redação ND Florianópolis

Receba as principais notícias no WhatsApp

Florianópolis apresentou deflação – redução de preços – ao longo do mês de julho, mas alimentos encareceram, aponta boletim da Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina) divulgado nesta terça-feira (2).

Imagem mostra verduras e uma pessoa com uma camisa branca mexendo no celular Verdura foi um dos poucos itens de alimentação que registrou deflação – Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Secom/Divulgação/ND

De acordo com o Índice de Custo de Vida, a queda acentuada dos preços dos combustíveis para automóveis de 15,26% e da energia elétrica residencial de 3,96% – ambas relacionadas à redução do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) – levou a uma deflação de -0,22% no conjunto dos 297 produtos e serviços consumidos em julho pelas famílias da Capital.

Vale ressaltar que a inflação não ficava negativa no município desde abril de 2020 quando foi de -0,05%. O índice do último mês só não foi menor por conta da aceleração da inflação dos alimentos, com alta de 2,17% em julho.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Desde janeiro, os preços das comidas e bebidas já subiram 9,65% mais do que o dobro da inflação geral, que acumula 4,22% em 2022. Nos últimos 12 meses, o índice geral acumulado voltou a ficar abaixo dos dois dígitos, sendo de 9,39%.

Ainda de acordo com os números apresentados, os produtos e serviços ligados ao transporte, que consomem 22% do orçamento das famílias, registraram o maior impacto entre os nove grupos de itens pesquisados caindo 5,44%.

Além do transporte, o vestuário foi o único grupo de itens pesquisados que também apresentou queda de 0,22%, mas praticamente não houve variação nos preços relacionados a comunicação (0%), educação (0,07%) e despesas pessoais (0,08%).

Alimentos

Por outro lado, os alimentos apresentaram inflação acelerada em julho, com os preços subindo 2,17% no mês. Levando em consideração apenas os alimentos comprados para consumo em casa, o índice é um pouco maior (2,27%). Já as refeições fora de casa subiram 2,02%.

O maior aumento foi o dos leites e derivados (13,22%), com destaque para o leite longa-vida (19,4%), leite condensado (9%) e queijo minas (7,2%).

Veja outros itens:

Já para habitação e saúde, mesmo com a redução de quase 4% nas tarifas de energia elétrica residencial, o grupo Habitação teve aumento de 1,14% em julho, puxado especialmente pelo aluguel com alta de 4,6%. Os gastos com esse item consomes mais de 13% do orçamento das famílias de Florianópolis.

Os artigos de residência, que compõem outro grupo de preços pesquisados, tiveram alta de 0,8% em julho.

Também houve aumento acima da inflação geral para Saúde e Cuidados Pessoais (3,04%). Esse grupo tem peso de 11% no orçamento das famílias.

Os serviços de cuidados pessoais, como de manicure e barbeiro, subiram 7,8%. Já os de saúde tiveram alta de 2,5%.

Veja a variação por grupos em julho de 2022

Veja o boletim na íntegra:

Tópicos relacionados