Florianópolis é segunda Capital com maior valor da cesta básica; confira o preço

Produtos alimentícios básicos subiram 5,71% em Florianópolis, entre os meses de março e abril, segundo pesquisa realizada pelo Dieese

Redação ND Florianópolis

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Florianópolis é a capital brasileira com o segundo maior valor da cesta básica, custando R$ 788, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos divulgada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). A cidade catarinense só fica atrás de São Paulo na pesquisa, cujo valor da cesta é de R$ 803,99.

Os produtos alimentícios básicos tiveram uma alta de 5,71% em Florianópolis, entre os meses de março e abril deste ano, ficando em terceiro lugar na escalada de preços entre as capitais.

Dezessete capitais tiveram alta no custo da cesta básica – Foto: Procon de Itajaí/Divulgação/NDDezessete capitais tiveram alta no custo da cesta básica – Foto: Procon de Itajaí/Divulgação/ND

A pesquisa também mostrou que o valor da cesta básica subiu em 17 capitais. As altas mais expressivas ocorreram em Campo Grande (6,42%), Porto Alegre (6,34%), Florianópolis (5,71%), São Paulo (5,62%), Curitiba (5,37%), Brasília (5,24%) e Aracaju (5,04%). A menor variação foi observada em João Pessoa (1,03%).

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No quesito do preço, ficam logo atrás de Florianópolis a capital gaúcha Porto Alegre (R$ 780,86) e o Rio de Janeiro (R$ 768,42). Nas capitais da região Norte e Nordeste, cuja composição da cesta é diferente das demais, foram registrados os menores valores médios, com Aracaju registrando R$ 551,47 e João Pessoa, R$ 573,70.

Além disso, a pesquisa indicou que o salário mínimo necessário para cuidar de uma família com quatro pessoas seria de R$ 6.754,33, valor que representa 5,57 vezes o mínimo atual, que é de R$ 1.212.

No mês de março, esse valor era de R$ 6.394,76, o que equivale 5,28 vezes o piso mínimo. Já em abril de 2021, o valor mínimo necessário era de R$ 5.330,69, o que correspondia a 4,885 vezes o mínimo da época, que era de R$ 1.100.

Produtos tiveram alta expressiva

O produto que teve a maior alta no preço em Florianópolis foi o leite integral (15,57%). O item sofreu um reajuste no imposto (ICMS) em abril, passando de 7% para 17%, em função dos vetos do governador Carlos Moisés ao projeto aprovado pela Alesc (Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina), o que acabou elevando os preços nas prateleiras dos supermercados.

A medida, no entanto, foi revogada no dia 3 de maio, quando outro projeto de lei para a redução do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o leite, a farinha de trigo e alimentos servidos em bares e restaurantes foi aprovado pela Assembleia Legislativa.

Em Florianópolis o leite integral teve alta de 15,57% – Foto: Leo Munhoz/NDEm Florianópolis o leite integral teve alta de 15,57% – Foto: Leo Munhoz/ND

Além do leite em Florianópolis, outros produtos tiveram altas expressivas em todas as capitais. O óleo de soja, teve variações de 0,5%, em Vitória, e 11,34%, em Brasília; o pão francês, teve altas em Campo Grande (11,37%), Aracaju (9,7%) e Porto Alegre (7,07%); a farinha de trigo, apresentou uma elevação em Belo Horizonte (11,08%), em Porto Alegre (10,07%) e  Brasília (9,54%); a manteiga variou entre 0,61% em Fortaleza e 6,92% em Curitiba; e a batata, entre 14,63% em Porto Alegre e 39,1% em Campo Grande.

Junto a isso, outros produtos tiveram aumentos em 16 capitais, é o caso da farinha de mandioca, com maiores variações em Natal (7,76%) e Fortaleza (3,73%); o arroz agulhinha teve altas que oscilaram entre 0,17% em João Pessoa e 10,24% em Curitiba; o quilo do café em pó, que subiu significativamente em Aracaju (7,58%), Florianópolis (4,67%), Belo Horizonte (3,74%) e Fortaleza (3,74%).

Já o feijão teve aumento em 15 capitais diferentes. O carioquinha teve alta em todas as capitais que foi pesquisado, com variação entre 3,86% em João Pessoa e 11,89% em Belém. Por outro lado, o feijão preto diminuiu em Vitória (-2,68%) e Florianópolis (-2,2%), com elevação em Porto Alegre (2,51%), Curitiba (2,44%) e no Rio de Janeiro (0,57%).

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