Florianópolis ‘no vermelho’: tomate vira símbolo da disparada de preços na Capital

Preço do produto é um dos que mais dispara entre os itens da cesta básica em Florianópolis, mostra Dieese

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Redação ND Florianópolis

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Comprar tomate em Florianópolis está cada vez mais inacessível. Entre os principais supermercados da Capital de Santa Catarina há quem encontre, nesta segunda quinzena de abril, o preço do quilo do produto oscilando entre R$ 12 e R$ 15. Um único tomate acaba custando mais que R$ 3.

Os indicadores econômicos explicam este cenário. Dentre as capitais do Brasil, Florianópolis registrou o quarto maior encarecimento do fruto em março, com aumento de 36,24% no valor, mostra o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Preço do tomate disparou em FlorianópolisPreço do fruto quase dobrou no período de um ano, em todo o Brasil – Foto: Arquivo/Leo Munhoz/ND

O boletim referente ao mês de março mostra que o encarecimento foi encabeçado por Curitiba (57,73%), Campo Grande (51,74%) e Rio de Janeiro (47,31%). Ao todo, 16 capitais registraram alta no preço do produto. O relatório referente ao mês de abril ainda não foi publicado.

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Dentre os produtos da cesta básica, o tomate é o que mais encarece, mostra o Dieese. O aumento médio em todo o país, comparando os meses de fevereiro e março, é de 35,36%. O único produto que ficou mais barato é a batata (-8,66%).

Em um ano, de abril de 2021 a abril de 2022, o preço do tomate quase dobrou: o dinheiro desembolsado para pagar o produto aumentou em 94,55%, mostra o IPCA/IBGE (Índice de Preços no Consumidor do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Razões para o encarecimento

Conforme o Dieese, a disparada no valor do tomate está associada ao período de colheita. No mês de março a safra de verão do fruto se aproximava do fim, diminuindo o volume de tomates ofertados e,  consequentemente, provocando aumento nos preços.

Simultaneamente, o início das safras nas praças de inverno ainda é lenta, segundo o Cepea/USP (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo), fatores responsáveis pela redução na oferta do produto.

Segundo o Cepea, há ainda a ocorrência de fortes chuvas entre o final de março e início de abril que afetou as safras. O Centro cita o impacto nas colheitas realizadas em Caçador, no Oeste de Santa Catarina.

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