Florianópolis registrou 4,61% de inflação em 2022, conforme o levantamento do ICV (Índice de Custo de Vida) que foi divulgado na última segunda-feira (2).
Grupo de alimentação e bebidas, que mais pesa orçamento das mensal, registrou um aumento de 9,40% nos preços – Foto: Leo Munhoz/NDDe acordo com o boletim realizado pela Esag (Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas), da Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina), o índice foi menos que a metade registrado em 2021, que chegou a 10,64%.
No entanto, o grupo de alimentação e bebidas, que mais pesa orçamento das mensal, registrou um aumento de 9,40% nos preços, mais que o dobro da inflação geral acumulada no ano.
SeguirEsse grupo representa cerca de um quinto do gasto mensal médio das famílias de Florianópolis. Entre os destaques, a cebola de cabeça, por exemplo, ficou 67% mais cara em 2022. Além disso, a batata inglesa subiu 57%.
Ainda conforme o ICV, os preços dos produtos e serviços ligados à educação, embora pedem menos no orçamento das famílias, tiveram uma alta de 9,54%.
Por outro lado, as roupas ficaram mais baratas em 2022. Os preços do grupo de vestuário tiveram redução de 6% em 2022.
Veja por grupos
Inflação em dezembro de 2022
Os preços dos produtos e serviços consumidos pelas famílias de Florianópolis subiram 0,54% em dezembro, variação quase idêntica à registrada no mês anterior (0,53%), conforme levantamento do ICV.
Os principais aumentos se deram nos alimentos, bebidas, transportes, despesas pessoais e no grupo ligado a saúde e cuidados pessoais.
Os alimentos ficaram um pouco mais caros em dezembro, mas subiram abaixo da inflação geral do mês. A variação do grupo Alimentação e Bebidas foi de 0,33%, com alta maior nas refeições feitas fora de casa (0,43%) – puxados pelos preços das frutas consumidas na hora (5,60%) e do frango assado (3,14%).
Já os alimentos comprados nas feiras e supermercados para consumo em casa subiram menos (0,27%). Os que mais subiram foram os cereais, leguminosas e oleaginosas (7,6%), com destaque para o prato brasileiro tradicional com arroz e feijão. O arroz agulha subiu 9,1% e o feijão preto teve alta de 8,9%.
As frutas encareceram 1,75%, com destaque para a maçã (10,7%), laranja paulista (8%) e mamão (6,3%). Os preços das carnes ficaram praticamente estáveis (0,01%) e os das aves e ovos tiveram queda (-0,63%), assim como leite e derivados (-2%) – puxados pelo leite longa vida (-3,4%).
Os preços ligados aos transportes subiram 0,60% em dezembro (um pouco acima da inflação do mês), puxados pela alta de 1,9% nos combustíveis. Outros grupos que tiveram aumentos foram habitação (0,39%), saúde e cuidados pessoais (1,73%), despesas pessoais (1,68%) e vestuário (0,17%).
Por outro lado, dois grupos tiveram redução média nos preços: artigos de residência (-1,13%) e serviços de comunicação (-0,21%). Já os preços ligados a educação ficaram praticamente estáveis (0,03%).