Florianópolis registra alta na inflação após três meses de queda

Preços que mais puxaram a inflação na Capital foram os ligados aos transportes; artigos de residência apresentam a maior queda no boletim de outubro

Redação ND Florianópolis

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Florianópolis voltou a registrar alta na inflação de 0,10% em outubro após três meses de queda, aponta o ICV (Índice de Custo de Vida). Além disso, o acumulado de 2022 é de 3,5%, enquanto o acumulado em 12 meses é uma deflação de 5,06%.

Imagem mostra uma bomba de combustível com duas pistolas na cor azul e no fundo é possível ver carros estacionadosCombustíveis ficaram -0,92% mais baratos por causa das reduções nos preços do etanol, mas ainda são um dos causadores da alta da inflação – Foto: Marcos Jordão/ND

De acordo com o estudo realizado pela Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina), por meio do Esag (Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas), os preços que mais puxaram o índice foram os ligados aos transportes, sendo que registrou uma alta de 0,61%.

O grupo alimentação e bebidas, que consome pouco mais de um quinto do que as famílias gastam mensalmente, em média, ficou praticamente estável (0,04%).

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Veja a variação por grupo

Transporte e alimentação

O grupo de transporte registrou alta, especialmente por conta do aumento das passagens aéreas (9,52%) e da gasolina (0,88%).

No entanto, ainda de acordo com o ICV, os combustíveis ficaram -0,92% mais baratos por causa das reduções nos preços do etanol (-6,26%) e do diesel (-1,38%). Além disso, o preço dos carros ficaram 0,87% mais caro.

A pequena variação dos alimentos se deu por causa de um equilíbrio entre uma alta nos preços das refeições consumidas fora de casa (0,33%) e queda nos preços dos produtos comprados em feiras e supermercados (-0,15%).

Entre os preços que mais caíram estão os das hortaliças e verduras (-3,46%), leites e derivados (-1,66%) e carnes (-1,62%). Por outro lado, houve alta em alguns produtos, como tubérculos, raízes e legumes (8,60%) – com destaque para o tomate (16,9%), cebola de cabeça (9,7%) e batata inglesa (5%).

Entre os grupos de preços pesquisados, além dos transportes, houve alta nas despesas pessoais (0,41%), educação (0,22%) e nos serviços de comunicação (0,57%).

Por outro lado, o grupo de artigos de residência apresentou a maior queda, sendo de 1,27%. A principal variação foi dos móveis (-1,68%) e dos utensílios e enfeites (-2,72%).

O grupo de vestuário também apresentou uma queda de 0,27%. Ficaram praticamente estáveis, além da alimentação, habitação (0,01%) e saúde e cuidados pessoais (-0,04%).

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