Os produtos e serviços consumidos em Florianópolis registram queda na inflação pelo terceiro mês consecutivo em setembro, sendo de -0,19%. Além disso, o índice também baixou para 3,39% no acumulado de 2022 e 6,66% nos últimos meses.
Leite e derivados são responsáveis pela queda na inflação – Foto: Freepick/Reprodução/NDDe acordo com o boletim do ICV (Índice de Custo de Vida) da Capital, calculado pela Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina), por meio do Esag (Centro de Ciências da Administração e Socioeconômica), entre os grupos pesquisados, as maiores quedas de preços repetiram o comportamento verificado em agosto, ainda que com reduções menores.
O índice foi puxado para baixo pelos alimentos e bebidas, novamente com destaque para leite e derivados. Assim como pelos combustíveis para automóveis, especialmente a gasolina.
SeguirDurante o mês de setembro, dos 297 itens pesquisados, 88 tiveram aumento, 122 permaneceram estáveis e 87 tiveram queda de preço.
Os alimentos e bebidas são grupos de preços que mais pesam no orçamento das famílias e com uma queda de 0,42%. Porém, a taxa não foi maior por conta das refeições realizadas fora de casa que tiveram leve alta de 0,3%. Já os produtos comprados em feiras e supermercados ficaram mais baratos (-0,9%).
Setembro destacou-se pela queda entre os leites e derivados com -7,36% nos preços, puxada principalmente pelo leite longa-vida (11,1%) e leite condensado (-9,5%).
Também houve queda dos preços de óleos e gorduras (-2,6%) hortaliças e verduras (-2,2%), carnes (-0,95%), pescados (-0,36%), farinhas, féculas e massas (-0,31%) e aves e ovos (-0,26%).
Por outro lado, houve alta nos subgrupos de tubérculos, raízes e legumes (2%), açúcares e derivados (2%), frutas (1%), enlatados e conservas (0,9%), sal e condimentos (0,7%), carnes e peixes industrializados (0,6%), bebidas e infusões (0,5%) e panificados (0,4%).
Transportes
O grupo de itens pesquisados ligados aos transportes foi o que teve a maior redução (-1,60%). Esses preços foram puxados para baixo pelos combustíveis para automóveis, que caíram quase 8% na bomba.
Combustível também contribuiu para a deflação em Florianópolis – Foto: Leo Munhoz/NDOs gastos com transporte são responsáveis em média por mais de 20% do orçamento das famílias (quase igual aos gastos com alimentação), o que aumenta seu peso na variação do índice. Em setembro, portanto, como no mês anterior, esses preços foram a principal causa da deflação.
Além de transportes e alimentos, caíram os preços de artigos de residência (-0,46%) e serviços de comunicação (-1%). Houve aumentos nos grupos de itens ligados a habitação (0,60%), vestuário (0,20%), saúde e cuidados pessoais (0,75%)e despesas pessoais (1,36%). Os itens de educação ficaram praticamente estáveis (0,08%)