Anteriormente o portal ND+ informou que Florianópolis era a segunda capital com o gás mais caro do país, no entanto, a cidade é a terceira.
Florianópolis é a terceira capital brasileira com o gás de cozinha mais caro do Brasil. Os dados foram divulgados em um levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), feito entre os dias 8 e 14 de janeiro.
De acordo com a pesquisa, o preço médio do gás de cozinha na cidade é de R$ 123,28. Em primeiro lugar está a cidade de Boa Vista, em Roraima, com R$ 127,36. Em segundo lugar está Cuibá, no Mato Grosso, com preço médio de R$ 123,5.
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Florianópolis é a segunda capital brasileira com gás de cozinha mais caro do país – Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília/NDDe acordo com a economista Janine Alves, o preço final do gás de cozinha é a soma dos custos de produção em todas as etapas da cadeia produtiva com o imposto estadual, que é o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).
Diferente da gasolina e diesel, o CIDE e PIS/COFINS (impostos federais) incidentes na comercialização de GLP destinado a envase em botijões de até 13kg é igual a zero. O preço final do botijão de 13kg é composto por três fatores: o imposto estadual (ICMS), os custos de distribuição e revenda (preço praticado entre as companhias distribuidoras e os postos de venda) e a parte da Petrobras (preço cobrado nas refinarias).
Na maior parte dos estados, o cálculo do ICMS é baseado no Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF), que é atualizado a cada 15 dias. No entanto, atualmente várias unidades federativas congelaram ou reduziram o valor do imposto, por conta de uma Lei Complementar nº 194/2022.
A alíquota de ICMS do gás de cozinha na Bahia é de 12%, ao lado de Amapá, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, Sergipe, Tocantins. Outros estados praticam alíquotas de até 18%, e a média é de 15%. Já em Santa Catarina o valor do ICMS é de 17%.
“O preço final do gás de cozinha é a soma dos custos de produção em todas as etapas da cadeia produtiva com o imposto estadual, que é o ICMS. Diferente da gasolina e diesel, o CIDE e PIS/COFINS incidentes na comercialização de GLP destinado a envase em botijões de até 13kg é igual a zero. O preço final do botijão de 13kg é composto por três fatores: o imposto estadual , os custos de distribuição e revenda e a parte da Petrobras”, explica a economista.
Florianópolis e outros altos custos
Para fazer uma conta rápida, o salário mínimo subirá para R$ 1.302 em 2023. Segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o preço da cesta básica na cidade é de R$ 769,19. A pesquisa é a mais recente feita pelo departamento e é uma das primeiras retiradas que precisam ser feitas do valor total do salário.
Já o aluguel em Florianópolis, gira em torno de R$ 38,81 por m². Ou seja, um apartamento de 40 metros pode custar R$ 1.552. Os dados são do o índice FipeZAP+ de locação residencial.
Florianópolis tem altos cultos que trazem dificuldade para quem depende do valor de um salário mínimo – Foto: PMF/Divulgação/NDOs valores não incluem o preço do transporte público da cidade, que recentemente aumentou. Para quem utiliza o transporte convencional no cartão, o reajuste será menor: de R$ 4,38 para R$ 4,98. Já no dinheiro, a tarifa de R$ 4,50 passará para R$ 6.
Cultura e lazer também não entram na conta.
O Dieese divulgou ainda outra pesquisa, explicada pela economista Janine Alves. De acordo com ela, o salário mínimo ideal em dezembro de 2022 seria de R$ 6.298, e a diferença entre valor real do salário mínimo e o salario mínimo ideal dá a dimensão das dificuldades para a sobrevivência também em outras faixas de renda.
“Somando a isso, os constantes aumentos de preços e a diferença entre os preços dos produtos que compõem a cesta básica de um estabelecimento para outro dificultam ainda mais o controle do orçamento doméstico”, encerra.