FOTOS: Sexta-Feira Santa movimenta peixarias em Florianópolis

Busca por pescados foi grande ontem e deve continuar intensa hoje em Florianópolis. Comerciantes relatam movimento melhor do que no ano passado, mas ainda abaixo da época pré-pandemia

Paulo Sergio Rolemberg Florianópolis

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É tradição dentro da fé cristã comer peixe na Sexta-Feira Santa. Por conta disso, a demanda de peixes costuma crescer nessa época do ano. E Florianópolis não é exceção.

Peixarias registram movimento intenso na última quinta-feira (14) – Foto: Leo Munhoz/NDPeixarias registram movimento intenso na última quinta-feira (14) – Foto: Leo Munhoz/ND

No Mercado Público, no centro, e em peixarias dos bairros, o movimento na véspera da celebração foi grande. Embora muitos pensem imediatamente no bacalhau quando falamos de Semana Santa, ele não tem sido o preferido dos consumidores e algumas peixarias nem mesmo vendem bacalhau. A tainha, a tilápia, anchova e o camarão estão entre os mais procurados.

Nas peixarias do Mercado Público, o movimento na quinta-feira (14) foi intenso e circular pelos corredores e comprar um pescado foi um exercício de paciência para quem deseja manter a tradição católica.

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“O movimento está melhor em relação ao ano passado, mas não é maior do que antes da pandemia”, disse Leo Sousa, sócio de uma peixaria localizada no Mercado Público.

Mercado Público ao longo desta quinta-feira – Foto: Leo Munhoz/NDMercado Público ao longo desta quinta-feira – Foto: Leo Munhoz/ND

Rodrigo Henrique, proprietário de uma peixaria na avenida Marinheiro Max Schramm, no Jardim Atlântico, na região continental da Capital, reforçou a opinião do colega.

“Está bem melhor se comparar com o ano passado. Aumentou um 50%”, comentou. No comércio dele, os clientes não paravam de chegar. “Esse movimento vai ficar assim até sexta-feira de manhã. Algumas pessoas por falta de tempo acabam comprando em cima da hora”, disse ele, que abrirá hoje a peixaria até as 15 h desta sexta.

Rodrigo Henrique é proprietário de uma peixaria na avenida Marinheiro Max Schramm, no Jardim Atlântico – Foto: Leo Munhoz/NDRodrigo Henrique é proprietário de uma peixaria na avenida Marinheiro Max Schramm, no Jardim Atlântico – Foto: Leo Munhoz/ND

Segundo ele, os preços se mantiveram quase estáveis em comparação com o ano passado, exceto o salmão que saltou de R$ 60 para R$ 100 o quilo. “Vem do Chile então tem o custo de frete que aumentou muito por causa da alta dos combustíveis”, contou o empresário.

O aposentado José Henrique disse que o aumento do preço assustou, porém não poderia deixar de manter a tradição. “Bem mais caro, dobrou de valor o quilo da maioria dos pescados, mas tem a tradição né”, comentou.

Entre os peixes mais procurados neste período do ano estão a anchova, que custa entre R$ 20 e R$ 26,90 o quilo; e a tainha sem ova, entre R$ 17 e R$ 25 o quilo.

No caso da tainha, nos bairros foi possível encontrar entre R$ 20 e R$ 30. Outro produto que também está sendo muito buscado para a Semana Santa é o camarão.

Camarão é um dos mais procurados durante a Sexta-Feira Santa – Foto: Leo Munhoz/NDCamarão é um dos mais procurados durante a Sexta-Feira Santa – Foto: Leo Munhoz/ND

Nas peixarias de bairros, há opções de R$ 55 a R$ 85, variando de acordo com o tamanho e com e sem casca. No Mercado Público, o valor está mais em conta no preço do crustáceo. Há opções de R$ 22 a R$ 70.

Tradição religiosa cristã permanece até hoje

De acordo com a religião católica, a Sexta-feira Santa (ou sexta-feira da paixão) é um dia dedicado à abstenção. Pela tradição, neste dia, ocorre a privação de consumir carne vermelha ou carne branca. Com isso, é comum que muitas pessoas substituam o alimento pelo peixe.

Possivelmente a tradição começou na Idade Média. Neste mesmo período surgiu a tradição católica de fazer jejum toda sexta-feira. No século 9, durante o pontificado de Nicolau I foi imposta a prática de abdicar de carne toda sexta-feira a todos os cristãos maiores de sete anos.

A abstenção de carne na Sexta-Feira Santa ocorre em respeito ao derramamento do sangue de Jesus Cristo durante o seu sacrifício.

Veja fotos das peixarias ao longo da quinta-feira:

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    Mercado Público apresentou intensa movimentação nesta quinta-feira (14) - Leo Munhoz/ND
    Mercado Público apresentou intensa movimentação nesta quinta-feira (14) - Leo Munhoz/ND
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    Expectativa é que a busca por peixarias percorra ao longo da manhã desta sexta-feira - Leo Munhoz/ND
    Expectativa é que a busca por peixarias percorra ao longo da manhã desta sexta-feira - Leo Munhoz/ND
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    Apesar disso, comerciantes afirmam que ainda não atingiu o ápice registrado antes da pandemia da Covid-19 - Leo Munhoz/ND
    Apesar disso, comerciantes afirmam que ainda não atingiu o ápice registrado antes da pandemia da Covid-19 - Leo Munhoz/ND
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    Comerciantes afirmam que o preço se manteve - Leo Munhoz/ND
    Comerciantes afirmam que o preço se manteve - Leo Munhoz/ND
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    No entanto, o salmão saltou de R$ 60 para R$ 100 o quilo - Leo Munhoz/ND
    No entanto, o salmão saltou de R$ 60 para R$ 100 o quilo - Leo Munhoz/ND
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    Empresário aponta que o custo do frete do Chile para o Brasil encareceu o peixe - Leo Munhoz/ND
    Empresário aponta que o custo do frete do Chile para o Brasil encareceu o peixe - Leo Munhoz/ND
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    Peixarias fora do Mercado Público também registraram intensa movimentação - Leo Munhoz/ND
    Peixarias fora do Mercado Público também registraram intensa movimentação - Leo Munhoz/ND
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    Tilápia está entre os peixes mais procurados - Leo Munhoz/ND
    Tilápia está entre os peixes mais procurados - Leo Munhoz/ND

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