Mais um setor reage contra o aumento do Fundo Eleitoral. Desta vez, foi o Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (Cofem) que decidiu, em reunião na manhã desta segunda-feira (19), posicionar-se contra o aumento dos valores destinados ao Fundo Eleitoral, aprovado pelo Congresso Nacional na semana passada.
Reunião do Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina ocorreu na manhã desta segunda-feira, dia 19. – Foto: Filipe Scotti/NDO setor empresarial catarinense defende o veto da medida pelo presidente Jair Bolsonaro e enviará também manifestação ao Fórum Parlamentar Catarinense pedindo que, caso ocorra, o veto seja mantido pelo Congresso.
Mario Cezar de Aguiar, presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), esteve na reunião.
Seguir“O Brasil tem uma série de desafios importantes. A classe política deve estar atenta aos anseios dos brasileiros, que esperam que os recursos arrecadados pelo setor público sejam aplicados em serviços e obras que atendam os anseios e as necessidades dos cidadãos”, frisou Mário Cezar Aguiar.
O Cofem acrescentou que a classe política deve entrar em sintonia com as prioridades da população, com a destinação dos recursos do contribuinte para o enfrentamento da crise sanitária e para iniciativas voltadas ao desenvolvimento social e econômico do nosso país, com a criação de um ambiente favorável ao crescimento das empresas, sem o qual não haverá novas oportunidades de trabalho, crescimento econômico e desenvolvimento social.
Integra o Cofem as federações da Indústria (Fiesc), Agricultura (Faesc), do Comércio (Fecomércio), dos Transportes (Fetrancesc), das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), das Associações Empresariais (Facisc), das Micro e Pequenas Empresas (Fampesc), além do Sebrae-SC.
Veja a íntegra da manifestação:
“O Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (Cofem) manifesta publicamente sua veemente discordância quanto ao aumento da verba destinada ao Fundo Eleitoral, que já consome elevado volume de recursos dos contribuintes brasileiros.
São valores que faltam para o atendimento às necessidades básicas do cidadão, nas áreas da educação, segurança, infraestrutura e saúde. Neste momento, em que enfrentamos uma grave crise sanitária, com consequências diretas na economia, os recursos do contribuinte brasileiro devem ser destinados à garantia de saúde e empregos.
Está na hora de o Congresso entrar em sintonia com as prioridades da população e aprovar as reformas estruturais, necessárias à criação de um ambiente favorável ao crescimento das empresas, sem o qual não haverá novas oportunidades de trabalho, crescimento econômico e desenvolvimento social.
Por isso, o Cofem defende o veto do aumento pelo presidente Jair Bolsonaro.”
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc)