A gasolina e a alimentação foram as principais responsáveis pelo aumento de 0,61% da inflação em Florianópolis no mês de abril. As informações são do boletim da Esag (Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas) da Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina), divulgado nesta terça-feira (2).
A economista e professora da Udesc, Ivoneti Ramos, explica o aumento e dá dicas para driblar os preços altos.
Economista explica que aumento registrado em abril não foi extraordinário – Foto: Prefeitura de Itajaí/Divulgação/NDA inflação de abril foi um pouco menor que a de março, de 0,65%, e mais baixa que a de abril de 2022, de 0,91%. De acordo com a professora Ivoneti Ramos, o aumento registrado neste mês não foi extraordinário.
SeguirA economista lista dois pontos que, segundo ela, justificam o acréscimo do índice em abril:
“Nós ainda estamos em um movimento de recuperação econômica, por conta da pandemia e seus desdobramentos, isso leva a um consumo menor”, avalia.
Além disso, Ramos explica que o “juro continua bastante alto e isso limita o acesso ao crédito”.
Repensar hábitos na alimentação pode ajudar a economizar no frio
Segundo o boletim, a alta foi maior nos produtos comprados em feiras e supermercados para consumo em casa, de 1% na inflação.
A pesquisa aponta ainda que os tubérculos, raízes e legumes lideraram a alta com 13% de elevação. Nesta categoria, o boletim destaca a batata inglesa, que teve um aumento no preço de 23,4% e o tomate, com 21,1%.
No entanto, a professora alerta para alimentos que podem ter aumento nos preços nos próximos meses, como o leite, frutas, farinhas e o arroz e o feijão.
Segundo ela, as razões são a sazonalidade, que interfere no cultivo de alguns alimentos, e o dólar, no caso de produtos importados.
“Quando chega o inverno a gente fica mais suscetível à chuva e ao granizo que acabam estragando a plantação, e isso interfere no preço final.”
“Com a chegada do frio, os consumidores vão precisar observar bastante as frutas da época para poder driblar esse aumento dos preços. A produção do leite também é afetada pela chegada do inverno”, pontua a economista.
Incerteza nas medidas fiscais interferem no preço da gasolina
O boletim da Esag aponta também que os preços ligados aos transportes subiram 1,31%, puxados pela gasolina, que aumentou 7,3%. Já o preço do etanol se manteve estável e o do diesel teve queda expressiva, de menos 10,5% no custo.
A professora Ivoneti Ramos explica que uma das razões para o aumento se deve à incerteza do mercado em relação às novas medidas fiscais. Segundo a economista, o preço do combustível pode aumentar novamente em maio.
Municípios da Grande Florianópolis figuraram entre os maiores preços no ranking do custo da gasolina em Santa Catarina segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Brasil). O preço médio gira em torno de R$ 5,89 o litro, mas pode chegar a R$ 6,08 na região.