Gasolina pode ficar mais cara com reajuste do ICMS nos estados brasileiros

O valor do imposto no litro da gasolina sofrerá um acréscimo de R$ 0,10, totalizando R$ 1,47

Foto de Gabrielle Tavares

Gabrielle Tavares Florianópolis

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O preço dos combustíveis deve ficar mais caro em todos os estados brasileiros a partir de 1º de fevereiro, devido ao reajuste do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre a gasolina e o diesel.

Homem abastecendo o carroPreço da gasolina pode subir em 2025 – Foto: Freepik/Reprodução/ND

O litro da gasolina sofrerá um acréscimo de R$ 0,10, passando para R$ 1,47 o valor do imposto. Já o diesel e o biodiesel terão aumento de R$ 0,06 por litro, chegando a R$ 1,12.

O Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) avaliou que o reajuste é necessário para promover uma tributação mais justa e garantir um sistema fiscal equilibrado, alinhado às flutuações do mercado.

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O impacto do aumento do ICMS

O aumento no preço da gasolina pode impactar o valor de diversos serviços, já que os combustíveis afetam o custo de transporte e logística, contribuindo para a inflação.

Fachada da Petrobras, que pode sofrer com mudança do ICMSPetrobras não opera mais com base no PPI desde 2023 – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil/Reprodução/ND

Conforme o último relatório da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), a gasolina no mercado interno está 8% abaixo da paridade internacional e o diesel, 15%.

Isso acontece porque a Petrobras não opera mais com base no PPI (Preço de Paridade de Importação), um índice usado como referência para comparar os preços praticados no Brasil com os do mercado global.

A medida foi uma estratégia para conter a inflação e proteger o consumidor brasileiro de oscilações internacionais. Contudo, a empresa absorve parte dos impactos econômicos, o que pode afetar suas margens de lucro.

Com o aumento do ICMS, a defasagem pode aumentar ainda mais caso a Petrobras não repasse o impacto integral do imposto aos consumidores. Isso tornaria os preços internos ainda mais distantes do mercado internacional, desestimulando importadores.

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