Gigantes da cerâmica já nao pertencem mais a criadores das indústrias no Sul de SC

Mais uma das grandes industrias cerâmicas está mudando de mãos no Sul de SC

Receba as principais notícias no WhatsApp

O setor ceramista, cujo berço está no Sul de SC passa por momento de transição. Mais um grande negócio acaba de ser confirmado. Trata-se da venda do Grupo Elizabeth, que tem sua maior unidade de produção em Criciúma, para o grupo Mohawk Industries de Calhoun, do Estado da Geórgia, Estados Unidos, que em outubro de 2018 adquiriu a famosa Eliane Revestimentos Cerâmicos.

A Cerâmica Elizabeth é a mais nova propriedade do grupo norte-americano que já havia adquirido a Eliane Revestimentos Cerâmicos. – Foto: DivulgaçãoA Cerâmica Elizabeth é a mais nova propriedade do grupo norte-americano que já havia adquirido a Eliane Revestimentos Cerâmicos. – Foto: Divulgação

A recém concretizada negociação de aquisição da Cerâmica Elizabeth envolve além da unidade de Criciúma outras três, sendo uma no Estado de Goiás e outras duas na Paraíba.

Assim, na terra do piso e do azulejo, restam genuínas apenas três pequenas indústrias cerâmicas: Angel Gres, Gabriela e Giseli.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

O grupo americano Mohawk rivaliza com o grupo brasileiro Dexco que é dono das empresas que derivam do antigo grupo Cecrisa, que tem ainda as marcas Portinari e Eldorado e o que era Ceusa que tinha duas unidades, hoje transformadas em uma. Da unidade Ceusa localizada no perímetro urbano de Urussanga as últimas unidades estão sendo vendidas. Já a unidade da comunidade de São Pedro, no mesmo município, absorve a produção e ganha incremento fabril.

Neste cenário do mundo cerâmico no sul anteriormente a Piso Forte havia sido vendida para o grupo Carmelo Fior de São Paulo.

Cenário

Há grande expectativa em relação ao setor já que a indústria cerâmica da Itália e da Espanha sofrem com a diminuição do fornecimento de gás, em virtude da guerra Rússia e Ucránia.

Outro aspecto relevante é que os estoques estão em alta. Até então o setor vinha muito aquecido e segundo apurado em 2022, após a pandemia houve uma redução na procura por estes materiais. A justificativa mais provável é que se na pandemia muita gente investiu na reforma, agora o investimento é nos serviços como o turismo e outros.

Já em relação ao novo governo é evidente a expectativa de que o governo que assumirá no dia 1º de janeiro mantenha a política das vezes anteriores em que esteve no poder, com a liberação de linhas de financiamento aquecendo este mercado.