As praias do Pontal e do Cedro, em Palhoça, na Grande Florianópolis, estão liberadas para o cultivo de moluscos. A liberação também se estende às atividades de retirada e comercialização de ostras e mexilhões criados nestes locais. A liberação foi concedida, nesta sexta-feira (9), após duas tentativas frustradas.
A Cidasc intensificou as coletas para o monitoramento das áreas de produção de moluscos – Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Secom/Divulgação/NDApesar disso, vale ressaltar que a liberação ocorre de forma parcial. Seis áreas das principais cidades da Grande Florianópolis ainda estão interditadas para a comercialização e consumo da espécie mexilhão.
São elas: Serraria, Barreiros e Ponta de Baixo, em São José; São Miguel e Tijuquinhas, em Biguaçu; e Barra do Aririú, em Palhoça. Nestes locais, somente as ostras podem ser retiradas e comercializadas.
SeguirSegundo o governo do Estado, isso ocorre porque as ostras tem um comportamento diferente dos mexilhões quando submetidos à filtração e acumulação de toxinas.
A presença de toxina diarreica foi detectada em níveis acima do recomendado para o consumo apenas em mexilhões. Quando ingerida, essa substância pode provocar náuseas, dores abdominais, vômitos e diarreia.
A Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina) reforçou as coletas para realizar o monitoramento constante das áreas de produção de moluscos interditadas e arredores.
Os resultados devem definir se haverá liberação ou se os locais seguirão interditados. Estes só serão liberados após dois resultados consecutivos, que devem apresentar que os moluscos não apresentam riscos para o consumo humano.
Monitoramento
O controle sanitário é realizado através do Programa Estadual de Controle Higiênico Sanitário de Moluscos, sendo um dos procedimentos de gestão da cadeia produtiva. Os trabalhos realizados permitem maior segurança para produtores e consumidores.