A CGE (Controladoria Geral do Estado) vai notificar 3.082 agentes públicos e pensionistas de Santa Catarina que receberam o auxílio emergencial.
Governo do Estado notifica agentes públicos e pensionistas que receberam auxílio emergencial – Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil/NDDesta lista, apenas 117 são servidores estatutários ativos, dos quais 60 já devolveram ou estão em processo de devolução do benefício.
A maioria (96%) é de servidores ACTs (Admitidos em Caráter Temporário) ou pensionistas especiais não previdenciários (cidadãos que recebem pensão do Estado devido a situações de incapacitação ao trabalho, cuja renda familiar não ultrapassa dois salários mínimos).
SeguirPara regularizar o benefício, é necessário consultar o CPF no link. E para devolver os valores, acessar o link.
Valores
Os valores recebidos somam R$ 5 milhões e devem ser devolvidos para a União. Da lista 539 devolveram ou estão em processo de devolução, totalizando R$ 756,6 mil.
A CGE está orientando o agente público e o pensionista para que verifique se seu CPF foi utilizado por estelionatários.
Existe ainda a possibilidade de terem sido incluídos automaticamente na relação do auxílio emergencial por serem beneficiários do Programa Bolsa Família ou por constarem no CadÚnico do Governo Federal. Mesmo assim, tanto o agente público quanto o pensionista deverão devolver o recurso.
O benefício de R$ 600 mensais é destinado a desempregados, autônomos, trabalhadores informais e MEI (microempreendedores individuais).
Notificação
A notificação será enviada aos servidores a partir desta semana. Aqueles que não devolverem o benefício podem sofrer ação por improbidade e processo disciplinar.
O levantamento foi feito em parceria pela CGE, Secretaria da Administração e Controladoria-Geral da União por meio de cruzamento de bancos de dados dos órgãos.
A controladora-geral adjunta do Estado, Marisa Zikan da Silva ressalta a importância de garantir o destino correto do auxílio emergencial.
“Passamos por um período crítico de enfrentamento à crise econômica provocada pela pandemia. Os recursos públicos são escassos e é justo que sejam destinados para quem realmente necessita deles”, avaliou.