Governo espera injeção de R$ 50 bilhões com antecipação do 13º do INSS

Pagamento da primeira parcela deve começar no mês de abril; prioridade é pagar contas segundo especialistas

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R7 São Paulo

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Em mais uma tentativa de amenizar a crise gerada pela pandemia causada pelo novo coronavírus, o governo resolveu antecipar, pelo segundo ano consecutivo, o recebimento do 13º salário a aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social).

A boa notícia foi anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro e confirmada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, após a aprovação do Orçamento 2021 pelo Congresso Nacional na última quinta-feira (25). A expectativa é de que a primeira parcela do 13º seja paga em abril.

inss previdência aposentadoria – Foto: Rafaela Felicciano/Metrópolesinss previdência aposentadoria – Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Já sabe o que fazer com o dinheiro?

A prioridade, Miguel Ribeiro de Oliveira, diretor-executivo da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), é pagar dívidas.

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Para ele, o 13º deve ser dividido em três partes:

  • Pagar dívida (principalmente as com juros altos, como cheque especial e cartão de crédito);
  • Quitar as despesas de começo de ano (IPTU, IPVA, matrícula e uniforme escolar, entre outros); e
  • Fazer uma reserva.

A pedido do R7 Economize, a educadora financeira Teresa Tayra elaborou uma lista com dicas sobre como utilizar o dinheiro da primeira parcela do 13º salário.

“Para muitos brasileiros, o ciclo do 13º se repete ano após ano. Começa com uma grande ansiedade para a chegada do abono e, depois, vem a frustração ao perceber que ele simplesmente desapareceu por má utilização.”, Teresa Tayra.

Confira as dicas:

Identifique seu momento financeiro

Saiba qual fase, estágio, momento financeiro você se encontra. Para uns, o 13º salário é uma salvação devido a um aperto financeiro. Para outros, pode ser a oportunidade de iniciar a reserva de emergência.

Por último, para algumas pessoas pode ser a alegria de aumentar o aporte para uma renda futura.

Defina as prioridades

Dívidas

Não quite suas dívidas sem ter feito a lição de casa sobre as causas das dívidas. Elas são aprendizados. Se ainda não aprendemos, elas voltarão.

Despesas de começo de ano

Quem tem carro, possivelmente já pagou o IPVA, que é cobrado nos meses de janeiro, fevereiro e março. Caso não tenha conseguido quitar o imposto, o abono salarial pode ajudar neste sentido.

O IPTU começou a ser pago em fevereiro. Quem não pode pagar à vista e parcelou, pode fazer uma reserva para garantir o pagamento mensal do imposto.

Sobrou para investir?

O primeiro passo para investir é saber seus objetivos.

“É fundamental saber para quando e para qual finalidade o dinheiro será usado. Dependendo dessas informações, é possível escolher produtos diferentes”, diz Teresa.Além de conhecer seus objetivos, é muito importante identificar seu perfil financeiro, pois ele define muito sobre suas escolhas de investimento, orienta a educadora financeira.

Teresa também destaca quais os principais motivos que levam o consumidor ao endividamento. Veja se é o seu caso e prepare-se para mudar seu estilo de vida:

  • Ter um padrão de vida acima do orçamento: quem sabe pequenos ajustes no seu padrão de vida te liberte de dívidas recorrentes?
  • Não poupar: você tem comprado sem planejar e sem poupar antes? É hora de mudar essa situação.
  • Descontrole no uso do crédito: você tem usado o cartão de crédito como extensão de salário? Pare agora e refaça o seu orçamento para começar a controlar.
  • Falta de reserva de emergência: muitas pessoas se endividam pois desconhecem a importância de ter reserva de emergência. Comece guardando pouco e vá aumentando conforme a sua situação financeira for melhorando.
  • Não agir preventivamente: Fazer a revisão do carro, exames preventivos e visitas periódicas ao dentista ajudam você a evitar gastos maiores no futuro.
  • Fazer empréstimos para terceiros: são inúmeros os casos que as pessoas se endividam ao ajudar um parente ou amigo ou emprestar o cartão de crédito. Não seja bonzinho para se prejudicar no futuro.
  • Investir de forma indevida: a reserva de emergência não deve ser aplicada na renda variável. É preciso buscar opções seguras de investimento para preservar o seu patrimônio emergencial.

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