Às vésperas da Black Friday, Correios em SC tomam decisão sobre possibilidade de greve

Trabalhadores dos Correios em quatro Estados se mobilizam em paralisação para pressionar acordo coletivo

Foto de Gabriela Ferrarez

Gabriela Ferrarez Florianópolis

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Mesmo com mobilizações em quatro estados, os Correios não pretendem fazer greve na semana da Black Friday em Santa Catarina. A informação foi confirmada pelo Sintect-SC (Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Telégrafos e Similares) na quarta-feira (22).

Sindicato dos Correios em SC nega que fará greve na Black FridaySegundo o sindicato do setor em Santa Catarina, são poucos os sindicatos que irão aderir à greve – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil/ND

O sindicato do setor em Tocantins já aprovou a paralisação por tempo indeterminado a partir da véspera da Black Friday. No Maranhão e nas cidades de São Paulo e Bauru (SP) a assembleia está convocada para esta quinta-feira (23).

Procurados, os Correios não puderam comentar o assunto de imediato.

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Apesar da mobilização, o sindicato do setor em Santa Catarina admite que são poucos os trabalhadores que irão aderir à greve pelo país.

“Nós não iremos aderir a greve. São quatro de 36 sindicatos que querem fazer, não é um movimento nacional”, afirmou o sindicato.

Entenda o motivo da greve dos Correios

A movimentação ocorre em resposta ao que a Findect (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores  e Trabalhadoras dos Correios) chamou de recusa dos Correios em resolver questões relacionadas à assinatura de acordo coletivo.

A Findect afirmou que representa “40% do efetivo nacional” dos Correios e “60% do fluxo postal do país”. Atualmente, há 36 sindicatos de trabalhadores do setor no Brasil.

Movimentação ocorre em resposta ao que a Findect chamou de recusa dos Correios em resolver questões relacionadas à assinatura de acordo coletivo – Foto: Agência Brasil/Reprodução/NDMovimentação ocorre em resposta ao que a Findect chamou de recusa dos Correios em resolver questões relacionadas à assinatura de acordo coletivo – Foto: Agência Brasil/Reprodução/ND

“Um ponto crucial é a não incorporação de R$ 250 ao salário base, uma afronta direta aos trabalhadores e que contradiz o que foi negociado na mesa de negociação coletiva”, afirmou a entidade em comunicado à imprensa.

A entidade também disse que a iminente tributação sobre uma bonificação combinada em janeiro entre empresa e sindicatos, de R$ 1.500, “representa um sério risco de redução substancial desses valores, agravando os prejuízos para os trabalhadores”.

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