Hotéis do Litoral Norte de SC vivem incerteza sobre ocupação

Locais também avaliam queda no movimento durante a temporada e necessidade de baixar preços para atender à demanda

Juliane Guerreiro Joinville

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O vaivém sobre as regras de ocupação dos hotéis e pousadas em Santa Catarina tem confundido os hóspedes e, ainda mais, os administradores desses locais. No Litoral Norte do Estado, onde o movimento tende a aumentar no verão, a incerteza gera problemas no planejamento operacional e financeiro dos serviços de hospedagem.

Hotéis e pousadas do Litoral Norte vivem indecisão sobre ocupação – Foto: Gecom/Divulgação/NDHotéis e pousadas do Litoral Norte vivem indecisão sobre ocupação – Foto: Gecom/Divulgação/ND

Diego dos Santos, recepcionista do Hotel Fragata, em São Francisco do Sul, conta que a indefinição em relação à ocupação desses espaços têm causado confusão. “A gente fica sempre acompanhando os decretos, mas isso atrapalha na questão de hospedagem. Fica a incerteza sobre a contratação de funcionários, se libera mais reservas no site de busca ou não”, fala.

Segundo ele, o movimento nesta época caiu pela metade em relação aos outros anos. “O pessoal ficou com medo de fechar a cidade, pagar e não poder vir”, ressalta. A queda na ocupação também foi sentida pelo Hotel Porto de Paz. De acordo com Ana Paula Menezes, gerente do local, a virada de ano teve movimento normal, mas caiu na primeira semana de 2021 em relação aos anos anteriores.

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Ela conta que, embora a incerteza tenha sido grande, o hotel sempre trabalhou com a possibilidade de ocupação integral durante a temporada. “A gente acabou trabalhando como se fosse integral e tivemos sorte de que isso realmente aconteceu”, diz.

Procura grande, mas por preço baixo

Na Pousada Solar da Beira, também em São Francisco do Sul, a procura por hospedagem é grande, mas os hóspedes têm buscado preços menores do que o normal. “A procura está grande, as praias estão lotadas, mas as pessoas estão atrás de valores baixos. Não consegui fechar por valores que eu fechava no ano passado, precisei baixá-los”, diz Bruna Andrine Gomes, que trabalha no administrativo do local.

Segundo ela, nem mesmo os 30% de ocupação que estavam previstos em meados de dezembro foram atingidos. “Foi um final de ano bem difícil, geralmente, a gente estaria com tudo lotado”, fala. “Além do povo estar com medo, ninguém tem muito dinheiro pra gastar, mesmo com parcelamento em 12 vezes”, completa.

Todos os hotéis consultados disseram estar cumprindo as medidas para prevenir a contaminação pela Covid-19, como o uso de máscaras, a disponibilização de álcool em gel e o cumprimento do distanciamento social.

Atualmente, os hotéis e pousadas de Santa Catarina podem trabalhar com ocupação integral, após o Tribunal de Justiça negar o pedido do Ministério Público de revogar os decretos que tratam do tema.

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