Impactar intensamente: a importância das marcas construírem espaço dentro da vida das pessoas

Por que o cliente estar muito satisfeito com determinado entregável da marca não é garantia de preferência

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Através de workshops, livros, e palestras, venho me deparando com a importância crescente das marcas construírem um espaço dentro da vida das pessoas.

Duas palavras vêm ganhando destaque: impacto e intensidade.

Ao buscar estudar a geração de impactos com alta intensidade, fui surpreendido ao identificar metodologias de pesquisa que cruzam o nível de satisfação dos clientes versus o impacto produzido pelas marcas (organizações).

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Simplificando:

1. O fato de o cliente estar muito satisfeito com determinado entregável da marca não é garantia de preferência.
Não basta satisfazer, é necessário impactar intensamente naquilo que tem elevada importância na vida das pessoas/clientes;

2. Atributos relevantes desenvolvidos a partir da visão dos clientes — seja produtos, serviços, ambiente, comunicação ou ações especiais — se transformam em potentes agentes geradores de sedução, reputação e fidelidade.

Muitas empresas navegam no escuro, fazem voos cegos, na base do “achismo”; consequentemente constroem relações mornas, que não causam, tampouco despertam desejo.

Ponha na sua cabeça: fluxo e conversão de loja baixo são efeitos; o desafio é identificar e corrigir as causas.

Vem comigo e pensa

a. Que tipo de relação sua empresa desperta nas pessoas — fria, morna ou quente?

b. Quais entregáveis do seu negócio são altamente impactantes na vida dos clientes e consumidores?

c. Quais desses entregáveis deveriam ser melhorados, e quais, por serem médios/frios, você deveria eliminar?

d. Quais dores (insatisfações) dos clientes e consumidores, uma vez solucionadas pela sua marca (organização), poderiam ser transformadas em novos pontos de preferência?

Marcas destino estão diretamente relacionadas à quantidade e à intensidade de impactos positivos que geram na jornada das pessoas.
Times executivos de alta performance, normalmente, têm uma lista enorme de “jobs to be done”.

Com a agenda sequestrada pela operação, não lhes resta tempo para analisar o ambiente como um todo.

Pesquisar, radiografar, é fundamental; contudo, não basta apenas saber, é necessário construir novas ações que resgatem a alta intensidade.

Nessa sociedade desatenta, as novidades recorrentes são o combustível de tração, desde que sejam devidamente “cacarejadas”.

Vários CEOs e seus executivos pecam ao esquecer de enxergar as pessoas, suas dores e anseios; o resultado da luta pelo crescimento feroz produz muitas vezes “lutos e frustrações”.

“Não se tem a segunda chance, para se apresentar pela primeira vez”, essa frase sintetiza o preço do descaso.

Comprar é um ato de paixão, a jornada pode evoluir para uma relação amorosa ou de arrependimento.

As organizações que disputarão no futuro serão aquelas que no presente conseguirem atuar como “marcas servidoras”, acreditando e colaborando com as pessoas.

Não custa relembrar que a força de uma marca é medida pela sua ausência.

Na abundância da oferta, impactos negativos trazem danos irreparáveis. Sempre é bom lembrar: o que mexe com o coração, a mente não esquece.

Estrategista e CEO do G5
joaosatt@gcinco.cc

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