Com a falta de água mineral no Rio Grande do Sul, depois que o estado foi atingido pelas enchentes, os consumidores em Santa Catarina correram para fazer estoques do item nas prateleiras, seja para doar ou mesmo para consumo próprio. Indústria do setor descarta chance de desabastecimento em SC e nega ter subido preço do produto.
Água potável é o principal item em falta no Rio Grande do Sul após enchentes que afetaram o estado – Foto: Michele Lamin/Reprodução/NDCom a escassez de água potável no Rio Grande do Sul, a produção dos fornecedores de água mineral em estados vizinhos aumentou. Em Santa Catarina, a estimativa do setor é de que as empresas estejam funcionando 25% acima da capacidade total.
O presidente da Acinam (Associação Catarinense das Indústrias de Água Mineral) e diretor da empresa Água Mineral Santa Rita, Tarciano Oliveira, explica que, atualmente, os associados trabalham em duas frentes: abastecer Santa Catarina e também ajudar o Rio Grande do Sul.
Seguir“Estamos recebendo uma variedade de pedidos gigante, desde particulares, empresas, associações a sindicatos, para que possamos enviar água para aquele estado [RS]. Em contato com os nossos associados, todos estão com a sua produção comprometida nisso até os próximos dias”, explicou Oliveira.
Cidades de SC se mobilizam para enviar alimentos e água mineral para famílias afetadas pelas chuvas no RS – Foto: Adriano Mendes/NDTV“Estamos em um ritmo bastante acelerado e trabalhando fortemente com nossos times para atender o mercado local mas, principalmente, para atender nossos irmãos do Rio Grande do Sul”.
Aumento de preços da água mineral
O medo de ficar sem o produto e também a vontade de ajudar quem precisa de água potável no outro estado, segundo o representante da associação, são fatores que podem ter contribuído para o esvaziamento das prateleiras de alguns supermercados.
“Agora nosso trabalho é atender os pedidos já realizados e colocar alguma coisa de volta às gôndolas nos supermercados. Além daquilo que nós comercializamos para a enchente, houve uma euforia, uma vontade popular em fazer doações, que acabou esvaziando todo o estoque da rede. Então hoje nós temos que equilibrar isso para, tanto atender o retorno da água mineral às prateleiras, quanto fazer o encaminhamento dela para o RS”, pontua.
Ainda de acordo com o presidente da Acinam, a produção feita pela indústria no momento é maior do que a feita durante a temporada de verão, por isso não há o risco de desabastecimento, mas ainda assim, o setor não têm influência nos preços.
“Os contratos têm preços fixos, ou seja, a indústria de água mineral catarinense não mexeu em preço, não majorou nada que pudesse refletir lá na ponta, na gôndola. Estamos cumprindo os contratos, vendendo com desconto ou doando”, completa o presidente da associação.