A inflação mensal dos preços dos produtos e serviços de Florianópolis, mapeada desde o início da pandemia de Covid-19, teve em junho de 2022 o menor aumento registrado nos últimos dois anos. O índice foi de 0,15%, que somente havia sido igualado em abril de 2020, com 14%.
Entre os produtos que ficaram mais baratos, está a gasolina — Foto: Pixabay/Reprodução/NDO percentual, elaborado pelo ICV (Índice de Custo de Vida) do Esag/UDESC (Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas da Universidade do Estado de Santa Catarina), com apoio da Fesag (Fundação Esag), confirmou a tendência de queda dos números desde março de 2021, quando foi registrado o pico da inflação, 1,21%.
Em abril deste ano, o índice caiu para menos de 1% em abril. Em maio, a queda foi para 0,36%. Confira por setor:
SeguirTransportes e cuidados pessoais
Com consumo de 22% do orçamento familiar, os preços dos produtos ligados aos transportes tiveram queda de 0,43% em média. A redução se deu por conta dos combustíveis para os automóveis, que ficaram 4% mais baratos. Itens de vestuário também tiveram queda, totalizando -1,36%.
Na área da saúde e cuidados pessoais, o registro foi de -0,60%. Já os serviços de comunicação registraram -0,56% e a educação -0,14%.
Alimentação e bebidas
Sendo o segundo grupo de maior impacto na renda das famílias, consumindo cerca de 21% dos ganhos, o setor de alimentação e de bebidas teve, ao contrário do que até aqui foi registrado, aumento na inflação, com registro de 1,36% neste último mês.
O valor é quase o dobro registrado em maio, quando a inflação chegou em 0,71%. Os preços dos alimentos que mais subiram foram aqueles comprados em feiras e supermercados para consumo em casa, com média de 1,90%. Os leites e derivados subiram 13,9%.
Leite é um dos produtos com maior alta na inflação em Florianópolis – Foto: Leo Munhoz/NDO destaque neste último fica para o leite longa vida, com inflação de 21,6%, o queijo minas, com 6,2% de aumento, bem como o leite em pó e o iogurte, este último com 6%. Além dos alimentos, os serviços ligados a habitação cresceram 0,51%.
Despesas pessoais e com moradias também sofreram aumentos — Foto: Verniz Sparlack/Divulgação/NDJá as despesas pessoas tiveram aumento de 0,51% e os artigos de residência, 0,72%.
Com isso, a inflação acumulada em 2022 está em 4,45% e a dos últimos 12 meses em 10,19%, informou o estudo divulgado pela Udesc.