IPCA-15 indica queda no preço de alimentos, mas produtos populares ficam mais caros

Apesar da queda, produtos mais populares, como macarrão e cebola aumentaram o preço, segundo o IBGE

Redação ND Florianópolis

Receba as principais notícias no WhatsApp

O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), considerado a prévia oficial da inflação no País, registrou deflação de 0,47%, em setembro, nos preços de alimentos e bebidas. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (27) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Apesar da queda, produtos mais populares, como macarrão e cebola aumentaram o preço – Foto: Edu Garcia/R7/Divulgação/NDApesar da queda, produtos mais populares, como macarrão e cebola aumentaram o preço – Foto: Edu Garcia/R7/Divulgação/ND

Os preços do óleo de soja (-6,50%), do tomate (-8,04%) e do leite longa vida (-12,01%) foram alguns dos produtos com queda em setembro. No entanto, o leite longa vida, responsável pelo maior impacto no índice nos dois meses anteriores, ainda acumulam alta de 58,19% no ano.

Apesar das quedas, outra observação a ser feita é que, enquanto abacaxi (-2,58%) e requeijão (-0,38%) caíram de preço, produtos mais populares, como macarrão (+0,45%) e cebola (+11,39%) ficaram mais caros.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

As maiores altas entre os alimentos para consumo no domicílio vieram da cebola (11,39%), do frango em pedaços (1,64%) e das frutas (1,33%).

A alimentação fora do domicílio passou de 0,80%, em agosto, para 0,59% em setembro. Enquanto o lanche (0,94%) teve variação próxima ao do mês anterior (0,97%), a refeição desacelerou de 0,72% para 0,36%.

Outras quedas

O índice de setembro teve queda de 0,37% neste mês, segundo mês consecutivo com deflação. Em agosto, a taxa havia sido de -0,73% e, em setembro de 2021, de 1,14%.

O recuo de 9,47% no preço dos combustíveis foi responsável pela queda de 2,35% do grupo transportes. O etanol (-10,10%), a gasolina (-9,78%), o óleo diesel (-5,40%) e o gás veicular (-0,30%) tiveram seus preços reduzidos no período de referência do índice.

A gasolina, em particular, contribuiu com o impacto negativo mais intenso, de -0,52 p.p., entre os 367 subitens pesquisados. A gasolina vendida para as distribuidoras teve redução de R$ 0,18 por litro em 16 de agosto, e de R$ 0,25 por litro em 2 de setembro, aplicada pela Petrobras.

Houve queda também em ônibus urbano (-0,08%), com a redução das passagens aos domingos em Salvador (-0,82%), a partir de 11 de setembro. Já as passagens aéreas foram destaque entre as altas do grupo, com aumento de 8,20% nos preços, após a queda de 12,22% em agosto.

Outros subitens importantes na cesta do IPCA-15, como seguro voluntário de veículo (1,74%), emplacamento e licença (1,71%) e conserto de automóvel (0,62%), seguem em alta.

Metodologia

A metodologia utilizada no cálculo do IPCA-15 é a mesma do IPCA. A diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica. O indicador se refere às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia.

Para o cálculo do índice deste mês, os preços foram coletados no período de 13 de agosto a 14 de setembro de 2022 (referência), e comparados com aqueles vigentes de 14 de julho a 12 de agosto de 2022 (base).

*Com informações do R7

Tópicos relacionados