Após quase dois anos vivendo com restrições pela Covid-19, muita gente passou a ressignificar o tempo de vida investido no trabalho. Segundo uma pesquisa da Kaspersky, por exemplo, 53% dos brasileiros querem mudar de profissão após a pandemia.
Pesquisa indica que brasileiros querem trocar de profissão – Foto: Pixabay/Reprodução/NDAproveitar mais o conforto do lar e evitar tempo gasto em congestionamentos foram alguns dos motivos que impulsionam o desejo de mudança do brasileiro.
Segundo a pesquisa, 50% das pessoas desejam equilibrar vida pessoal e profissional; ao mesmo tempo, 49% dos entrevistados gostaria de um salário mais alto do que o recebido atualmente.
SeguirA busca por uma função significativa e a redução do tempo de trabalho aparecem juntos, com 31% das respostas. Por último, 14% dos brasileiros desejam que, após a pandemia, possam trabalhar por prazer, sentindo satisfação no exercício do ofício.
É preciso ter cautela
Antes de mudar, no entanto, é importante entender que, provavelmente, no início da mudança, o trabalhador não terá o mesmo salário que estava habituado a receber.
“Se eu vou sair de uma situação que é estável, com um ganho certo, eu preciso planejar e analisar quais são as perspectivas dessa nova função, dessa nova carreira”, alerta Eliane Perin, especialista em Desenvolvimento Humano do Sebrae. Para ela, é necessário analisar se haverá recursos suficientes para se manter durante o período.
Já para quem está pensando em trocar a estabilidade da carteira assinada pelo desafio de empreender, a dica é fazer uma reserva financeira antes de se aventurar pelo mundo dos negócios.
“Se puder aproveitar as competências da carreira anterior, isso já vai me dar um ganho de capacitação. Outra questão seria mapear essas habilidades para a nova função e ver no eu preciso me capacitar”, explica a especialista.
Foi isso que a fotógrafa Priscila Hashimoto fez durante sua transição de atividade. Durante três anos, ela conciliou o trabalho como caixa em um posto de combustíveis com o hobby da fotografia, que hoje é sua profissão.
Priscila Hashimoto decidiu investir na fotografia – Foto: NDTV/ReproduçãoDe acordo com Priscila, tudo começou quando o ex chefe, que hoje é cliente, incentivou a funcionária a fazer fotos para as redes sociais do estabelecimento.
“A partir daí, eu comecei a tirar fotos dos carros, da conveniência. Ali que comecei a pegar prática mesmo”, explica. “Os restaurantes, então, começaram a me chamar, sem eu fazer muita propaganda. Foi mais no boca a boca”, completa.
Agora, ela conta com celular, iluminação e muita criatividade para tirar fotos que conquistam os clientes pelos olhos. Ela ainda não abriu a nova empresa oficialmente, mas está feliz com a nova rotina. A agenda está cheia.
*Com informações de Dani Lando, repórter da NDTV Joinville