Os bloqueios das rodovias federais e estaduais de Santa Catarina já estão trazendo impactos nos postos de combustíveis de Joinville e região Norte. Longas filas e postos já sem combustível, avisou o Sindipetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Santa Catarina).
Posto na avenida Marquês de Olinda. – Foto: Raquel Schiavini Schwarz/Divulgação ND“Já há vários postos sem combustível e os que têm estão no fim e com muita fila. Estamos recebendo atualização dos postos a cada instante; alguns ainda têm apenas gasolina aditivada e outros já não têm mais”, resume a assessoria do Sindipetro.
Mais de 25 postos já estavam sem combustíveis em Joinville por volta das 15h40 desta segunda-feira (31). E a tendência é aumentar esse número se a paralisação persistir.
SeguirO Posto do Trabalhador, que fica no bairro Guanabara, e o Posto Graciosa, que fica no bairro Itaum, em Joinville, por exemplo, já estão sem combustíveis e fechados. O Posto Ipiranga da rua Getúlio Vargas está, inclusive, com uma corrente cercando o posto para ninguém mais entrar.
Posto Zandoná, no bairro Atiradores, em Joinville, lotado de carros na tarde desta segunda-feira. – Foto: Thiago Bonin/NDTV Record Joinville
Posto Ipiranga da Santa Catarina, em Joinville – Foto: Mariana Pereira/NDTV Record JoinvilleAlém de Joinville, postos de outras cidades da região também são impactados.
70 caminhões de combustíveis parados
Cerca de 70 caminhões carregados de combustíveis que viriam para os postos das regiões Norte e Planalto Norte estão parados no pátio da distribuidora neste momento. É a média de caminhões que sai por dia.
A distribuidora aguarda orientações da direção para liberar os caminhões. Mas o fato é que neste momento, com os bloqueios, não faz sentido liberar.
A reportagem conversou, também, com Sindicato do Comércio Varejista Combustíveis Minerais de Florianópolis (Sindopolis), para saber a situação. Segundo Joel Fernandes, vice presidente Sindopolis, o Batalhão da Polícia Militar estudando uma forma de liberar as rodovias.
VEJA VÍDEO: Movimento intenso nos postos
Posto Zandoná, no bairro Atiradores, em Joinville. – Vídeo: Thiago Bonin/NDTV Record Joinville
Ceasa Joinville
Sobre a Ceasa Joinville, a Unidade de Desenvolvimento Rural informou que atualmente abriga cinco empresas que fornecem produtos para mercados de menor porte.
“A quantidade de mercadoria comercializada no local não representa expressividade no abastecimento dos comércios de Joinville, que normalmente buscam as mercadorias nas Ceasas de Florianópolis ou Curitiba.”
Coleta de lixo
Outro segmento impactado é a coleta de lixo. O Grupo Serrana divulgou a seguinte nota:
“Devido às paralisações que ocorrem em diversas rodovias estaduais e federais de Santa Catarina nesta segunda-feira (31), os caminhões compactadores e transportadores de grande porte, não conseguem efetuar as descargas nos transbordos e aterros sanitários comprometendo assim a coleta de resíduos nos seguintes municípios: Corupá, Guaramirim e Schroeder.
Outras cidades de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, onde a Serrana também presta serviços, estão sendo monitoradas: Mallet (PR), Canoinhas (SC), Mafra (SC), Imbituba (SC), Vacaria (RS), Bom Jesus (RS) O Grupo Serrana salienta que assim que as rodovias obstruídas forem liberadas pelos manifestantes, os serviços de coleta serão colocados em dia.”
Coleta de lixo temporariamente suspensa em Jaraguá do Sul
O Samae de Jaraguá do Sul acaba de informar que a coleta de lixo convencional está, temporariamente, suspensa devido aos bloqueios nas rodovias BR-280 e BR-116 em ambos os sentidos, visto que a empresa que realiza este serviço no munícipio transporta os resíduos para o aterro sanitário em Mafra.
O Samae solicita que o lixo não seja colocado nas ruas para evitar acúmulos. Já a coletiva seletiva (Saco Verde) permanece normal. Pedimos a compreensão de todos e assim que forem liberadas as rodovias os serviços serão retomados.
Nota Oficial Fetrancesc sobre bloqueios de rodovias em SC
“A Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística no Estado de Santa Catarina, juntamente com os sindicatos filiados que compõem o Sistema Fetrancesc, vem, por meio desta, reconhecer o direito à livre manifestação nos termos da lei.
Contudo, tais manifestações, trazem em paralelo os bloqueios em rodovias e impedem o tráfego também de caminhões responsáveis pela garantia do abastecimento, sobretudo aqueles que transportam os insumos básicos, a exemplo de alimentos, medicamentos, combustíveis e suprimentos para hospitais.
Neste sentido, enquanto entidade representativa de mais de 20 mil empresas do Transporte Rodoviário de Cargas em Santa Catarina, responsáveis pelo emprego de mais de 90 mil colaboradores e ciente de sua responsabilidade com o cidadão catarinense, o Sistema Fetrancesc reprova atos de bloqueios e impedimentos do tráfego de quaisquer veículos.
Ainda cientes de sua responsabilidade social, as empresas do Transporte Rodoviário de Cargas de Santa Catarina informam que não integram quaisquer movimentos de bloqueios de rodovias e pretendem manter suas atividades normalmente.
Para que isso ocorra, a entidade necessita a garantia da segurança dos motoristas e colaboradores do setor no exercício desta atividade fundamental. É imprescindível que haja a liberação das rodovias para que ocorra o tráfego normal de veículos.”