Com o objetivo de fomentar o setor e a economia no Estado, a pouco mais de um mês para as Eleições 2022, a Fecomércio SC (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina) lança neste mês a 3ª edição da Carta do Comércio, pesquisa que aponta os desafios e principais demandas dos empresários catarinenses para os novos líderes dos poderes Executivo e Legislativo.
Em 2022, o levantamento mostra que o valor médio do Idemp/SC (Índice de Dificuldades Empresariais) catarinense alcançou 6,864 pontos, número considerado de alta dificuldade para um bom ambiente de negócios nos segmentos abrangidos pela entidade.
Os dados trazem um diagnóstico dos entraves enfrentados pela classe empresarial a partir de nove macrotemas, que resultaram em 33 índices de relevância socioeconômica. O cenário econômico, com previsão de baixo crescimento, inflação, poder de compra reduzido e o desafio de aumentar o emprego formal e a renda familiar, foi apontado como de extrema dificuldade e em pior condição de favorecer o crescimento empresarial em SC, com índice de 7,906% seguido pela captação de recursos (7,319%) e sistema tributário e legal (7,258%) e a Adminis – tração Pública com 7,250%.
“Vamos trabalhar pelo desenvolvimento contínuo dos setores representados pelos 65 sindicatos filiados, com atuação descentralizada por meio dos nossos vice-presidentes.” Hélio Dagnoni, presidente Fecomércio SC
Confira o desempenho dos macrotemas apontados pelo índice neste ano – Foto: DivulgaçãoO índice pesquisado no levantamento varia em uma escala numérica com amplitude de 0 até 10, decrescendo a dificuldade e os obstáculos que impedem no bom desenvolvimento dos negócios. Além disto, a pontuação foi ranqueada em quatro níveis, sendo estes:
Pouca dificuldade – Entre 0 e 2,5 pontos;
Moderada dificuldade – Entre 2,5 e 5,0 pontos;
Alta dificuldade – Entre 5,0 e 7,5 ponto;
Extrema dificuldade – Entre 7,5 e 10,0 pontos;
Confira a carta do comércio na íntegra em: cartadocomercio.com.br
Ambiente econômico
Principais pontos propostos pelo estudo para mitigar as dificuldades empresariais no tema:
- Articular e promover a integração das cadeias de valor catarinenses;
- Atração de grandes eventos em todas as regiões do Estado, a fim de gerar dinamismo econômico local e dessazonalizar e deslocalizar o turismo em Santa Catarina;
- Investimentos em projetos de fomento ao desenvolvimento sustentável local nos segmentos do turismo, comércio e serviços;
- Redução da taxa Selic para patamares condizentes ao praticado no mercado internacional;
- Ação policial integrada com a sociedade e entidades empresariais para coibir a pirataria;
- Maior fiscalização em nossas fronteiras;
- Maiores investimentos em mídias digitais, com produção de conteúdo de qualidade para divulgação de Santa Catarina como destino turístico no Brasil e no exterior;
- Instituição de política estadual de combate à pirataria, com novas ações de fiscalização.
Prioridades para as políticas na próxima gestão
Além destes nove eixos, o estudo apresenta um ranking dos serviços que devem ser prioridade nas políticas públicas da próxima gestão. Condições das estradas, portos e aeroportos, tempo de resolução de conflitos administrativos e judiciais, eficiência dos gastos do governo, procedimentos para a captação de crédito em bancos, relacionamento entre as empresas e os polos de inovação, negociação com sindicatos laborais e qualificação técnica para a mão de obra estão entre os dados apurados.
O objetivo é identificar os gargalos que impactam na competitividade do setor terciário para nortear a construção das políticas de gestão de quem ocupará a Casa d’Agronômica e o legislativo nos próximos quatro anos, afirma o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni.
Ele ressalta que a nova gestão acompanhará as ações do poder público referentes a estes segmentos empresariais e estará focada nas iniciativas voltadas a alavancar a economia catarinense e as condições de trabalho, buscando avanços nas negociações coletivas, “principal instrumento para harmonizar as relações patronais e laborais. Vamos trabalhar pelo desenvolvimento contínuo dos setores representados pelos 65 sindicatos filiados, com atuação descentralizada por meio dos nossos vice-presidentes”, destaca Dagnoni.
A Carta será apresentada aos candidatos e, posteriormente, debatida em painel antes das eleições. A pesquisa foi realizada entre 27 de maio e 01 de junho, com participação de 508 empresários de 75 municípios diferentes.