“Não vamos parar” diz Facisc sobre nova pista no Aeroporto de Navegantes

Federação quer uma revisão no plano de concessão do Ministério da Infraestrutura

Foto de Grazielle Guimarães

Grazielle Guimarães Itajaí

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A Facisc (Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina) quer a alteração no Plano do Ministério da Infraestrutura, quanto a concessão do Aeroporto Internacional de Navegantes. A principal reivindicação é a construção de uma nova pista de pouso e decolagem de 2,6 Km.

No último dia 10 de dezembro o TCU (Tribunal de Contas da União) deu sinal verde para a implantação da sexta rodada de concessões de nove aeroportos da região Sul, dentre eles o de Navegantes. O leilão deve ocorrer em abril de 2021.

Porém, instituições catarinenses não estão felizes com as propostas do Ministério da Infraestrutura, uma delas é a Facisc que na última sexta-feira (18), enviou um ofício ao Ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas.

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Enquanto Federação quer nova pista, Ministro da Infraestrutura diz que ela não é prioritária  – Foto: Divulgação/NDEnquanto Federação quer nova pista, Ministro da Infraestrutura diz que ela não é prioritária  – Foto: Divulgação/ND

O documento diz que a comparação do estudo técnico que deveria alavancar a capacidade comercial do Aeroporto de Navegantes com os de outras cidades é, no mínimo, “ultrajante”.

“Nós não vamos parar, vamos continuar uma discussão com o Ministro da Infraestrutura, nós temos base legal para continuar essa luta, o que não conseguimos entender é a estratégia do Ministro [Tarcísio Gomes] para estar tão intransigente com relação a isso, para a gente não dar um passo errado”, afirmou o vice-presidente regional da Facisc, Rinaldo Luiz de Araújo.

Araújo ainda diz achar improvável que o Ministro acabe tirando Navegantes do bloco de concessão, mas que agora o Estado deve entrar de uma forma mais intransigente na discussão.

“Esperamos que o Estado se envolva através da Procuradoria Geral do Estado de forma mais incisiva e que juridicamente fique claro que mesmo que o edital permaneça do jeito que está, nós ainda teremos condições de reverter essa situação, mesmo após a concessão”, afirmou Rinaldo Luiz de Araújo.

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