Nesta segunda-feira (23), o governo federal anunciou mais uma redução de 10% nas alíquotas do imposto de importação sobre produtos comprados no exterior. Entre os itens afetados estão: feijão, carne, massas, biscoitos, arroz, material construção e outros produtos comercializados pelo Mercosul.
Carne é uma das afetadas pela redução das alíquotas – Foto: Reprodução/NDA redução foi anunciada pelo secretário-executivo do Ministério da Economia, Marcelos Guaranys, pelo secretário de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Lucas Ferraz, e pela secretária-executiva da Câmara de Comércio Exterior, Ana Paula Rapezza.
A estimativa do governo é que a ação impacte de o,5 a 1 ponto percentual na inflação. De acordo com o Ministério da Economia, trata-se de uma tentativa de reduzir os impactos da pandemia e da guerra na Ucrânia sobre o custo de vida da população e o preço de insumos do setor produtivo.
SeguirO corte de tarifa foi definido em reunião extraordinária da Camex (Câmara de Comércio Exterior), com prazo de vigência até 31 de dezembro de 2023. A medida será publicada no Diário Oficial da União na terça-feira (24) e passará a valer em 1° de junho.
“Estimamos impacto da renúncia tarifária na ordem de R$ 3,7 bilhões. É um imposto de importação, não tem impacto na Lei de Responsabilidade Fiscal”, destaca o secretário de Comércio Exterior, Lucas Ferraz.
Posição do Governo
O Ministério da Economia, que defende uma abertura gradual da economia, implementou recentemente cortes no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), com o objetivo de ampliar a competitividade da indústria do país e conseguir viabilizar uma nova redução do imposto de importação.
A redução inicial de 25% no IPI foi ampliada para 35%, preservando produtos da Zona Franca de Manaus. A medida, porém, foi judicializada e parte de sua eficácia está suspensa.
Além dos cortes amplos das tarifas, o governo vem anunciando reduções para áreas e produtos específicos.
Segundo Ferraz, as medidas aproximarão o nível tarifário do Brasil ao da média internacional. No entanto, sem deixar de lado as necessidades de adaptação ao setor produtivo.