Novo DPVAT: seguro obrigatório SPVAT vai ao Senado; o que muda e como votaram os catarinenses

Seguro obrigatório que substitui o DPVAT, SPVAT terá abrangência nacional e poderá ser diferenciado por categoria tarifária do veículo

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Redação ND Florianópolis

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A Câmara dos Deputados aprovou na última terça-feira (9) o projeto que reformata o seguro obrigatório de veículos terrestres, mantendo com a Caixa Econômica Federal a gestão do fundo para pagar as indenizações.

O projeto de lei complementar 233/23, do Poder Executivo, será enviado agora ao Senado. Na prática, no lugar do extinto DPVAT, entra agora o SPVAT (Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito).

carros ilustram que se aprovado, SPVAT entra no lugar do extinto DPVATSe aprovado, SPVAT entra no lugar do extinto DPVAT – Foto: Pixabay

Com alterações, a proposta foi aprovada em plenário por 304 votos – eram necessários pelo menos 257 sim – e agora segue para apreciação do Senado. A bancada catarinense ficou dividida: oito parlamentares foram contrários à criação do novo seguro e oito foram favoráveis.

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Entre as emendas recebidas pelo relator, deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA) durante a discussão no plenário, foi acatada a sugestão de estender a cobertura do SPVAT para as vítimas de acidentes de trânsito ocorridos a partir de 1º de janeiro deste ano e a data de início de vigência da lei. O PLP 233/23 foi enviado pela gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso em outubro do ano passado.

Desde 2021, a Caixa opera de forma emergencial o seguro obrigatório após a dissolução do consórcio de seguradoras privadas que administrava o DPVAT, mas os recursos até então arrecadados foram suficientes para pagar os pedidos até novembro do ano passado. Com a nova regulamentação, será possível voltar a cobrar o seguro obrigatório. Os prêmios serão administrados pela Caixa em um novo fundo.

Desde 2021 o DPVAT deixou de ser pago pelos proprietários dos veículos no país. A Caixa suspendeu o pagamento de novas indenizações para vítimas de acidentes de trânsito ocorridos a partir de 15 novembro, alegando que os recursos que haviam no fundo destinado para tal fim acabaram. Desde então, já somam cerca de 10 mil as solicitações de indenização feitas à Caixa que não foram pagas para acidentes ocorridos desde a data da suspensão até 31 de dezembro de 2023.

Estimativa divulgada recentemente pela Susep aponta que seriam necessários cerca de R$ 3,5 bilhões para custear o SPVAT. O cálculo considera um ano completo, ou seja, de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2024.

O projeto propõe que o custo anual do seguro SPVAT aos proprietários de veículos terrestres “será de abrangência nacional e poderá ser diferenciado por categoria tarifária do veículo, conforme definido pelo CNSP (Conselho Nacional de Seguros Privados)”, órgão responsável por fixar as diretrizes e normas da política de seguros privados.

Quem não pagar cometerá infração grave

Outra novidade no texto é a inclusão de penalidade no CTB (Código de Trânsito Brasileiro) equivalente a multa por infração grave no caso de não pagamento do seguro obrigatório, cuja quitação voltará a ser exigida para licenciamento anual, transferência do veículo ou sua baixa perante os órgãos de trânsito.

Já a transferência de recursos da arrecadação com o seguro para o SUS (Sistema Único de Saúde) deixará de ser obrigatória, passando de 50% para 40% do dinheiro a fim de custear a assistência médico-hospitalar dos segurados vitimados em acidentes de trânsito.

Outro repasse previsto é de 5% do total de valores destinados à Seguridade Social para a Coordenação do Sistema Nacional de Trânsito, a ser usado na divulgação do SPVAT e em programas de prevenção de sinistros.

Como catarinenses votaram pelo seguro SPVAT (antigo DPVAT)

A favor do novo seguro

  • Ana Paula Lima (PT)
  • Carlos Chiodini (MDB)
  • Darci de Matos (PSD)
  • Fábio Schiochet (União)
  • Ismael (PSD)
  • Jorge Goetten (PL)
  • Pedro Uczai (PT)
  • Valdir Cobalchini (MDB)

Contra a criação do seguro

  • Rafael Pezenti (MDB)
  • Gilson Marques (Novo)
  • Caroline de Toni (PL)
  • Daniel Freitas (PL)
  • Daniela Reinehr (PL)
  • Geovania de Sá (PSDB)
  • Julia Zanatta (PL)
  • Zé Trovão (PL)

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