A empresária Juliana Mota assume na próxima quarta-feira (1), em Florianópolis, a presidência do braço catarinense da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes. Ela sucede Raphael Dabdab. À coluna, ela falou sobre as principais prioridades da gestão.
Juliana Mota, presidente eleita da Abrasel-SC – Foto: Divulgação/NDComo o segmento saiu da batalha com o governo do Estado sobre o ICMS? Esse assunto terá novos capítulos?
Saímos super vitoriosos na parte da alimentação, que foi muito importante para o nosso setor. E vamos, sim, construir um novo diálogo com o governo sobre o imposto das bebidas. Já comecei a fazer isso buscando me apresentar às lideranças da Alesc, aos deputados, para construir um novo cenário em relação ao ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) das bebidas. Já comecei a conversar com o governo, sinalizei que quero construir um diálogo aberto para conseguirmos chegar a um consenso.
O setor de bares e restaurantes foi um dos mais afetados pela pandemia. Como está o panorama atual e quais as perspectivas?
O cenário é de reconstrução do setor. Acho muito importante ajudar o empresário a fomentar o negócio, para vender mais, melhorar a gestão do fluxo de caixa etc e possa superar as dificuldades. O setor está contratando, se reaquecendo. Em Florianópolis e em todo o litoral a gente viu isso no verão. Com o turismo de inverno, vamos ver isso no resto do Estado. As perspectivas são boas para conseguir voltar ao cenário pré-pandemia. Lembrando, porém, que isso vai acontecer com custos maiores e endividamento, legado da Covid-19.
Quais serão as prioridades à frente da Abrasel-SC?
São quatro pilares. O primeiro é a integração da política público-privada, chamada de “Política é para todos”. O segundo é o “Ações que transformam”, focado em projetos sociais e de sustentabilidade ambiental. Além disso, tem o “SC Mais”, que abrange eventos de lazer, convívio social e de esporte, e o programa “Acelera SC”, para fomentar e destravar o empreendedorismo, com mentoria, geração de conteúdo, experiência de consumo.
O poder público, de modo geral, tem ajudado ou atrapalhado mais?Estamos caminhando para uma desburocratização, mas estamos dando os primeiros passos. Já noto maior consciência dos políticos para isso e acredito que cada vez mais terão essa visão de gestão. Santa Catarina é um Estado muito rico e se a gente conseguir fazer uma gestão voltada aos empresários, será ainda mais desenvolvido.