Facilitar o processo para que um empreendedor abra o próprio negócio foi o assunto do último debate do Super 17. O seminário que faz parte do ciclo que comemora os 17 anos do Jornal ND aconteceu nesta quinta-feira (26), no Sebrae, em Florianópolis.
O debate ocorre de forma presencial na sede do Sebrae/SC, no ParqueTech Alfa, no bairro João Paulo. – Foto: Leo Munhoz/NDA palestra desta quinta-feira abordou o tema Cidades Empreendedoras e encerra o ciclo de seminários que abordaram objetivos ligados ao Fórum 2050.
O secretário de Estado da Fazenda, Cleverson Siewert, deu início a série de palestras destacando as transformações do trabalho.
Seguir“[Hoje] estamos sujeitos a trabalhar com menos custos, ter mais produtividade”, ilustrou. “As cidades sempre foram centros de inovação. Correspondem a 2% do território e consomem 70% dos recursos. Metade da população está nas cidades”.
‘Empreendedor tem pressa’, defende diretor técnico do Sebrae
Logo em seguida, Luc Pinheiro, diretor técnico do Sebrae, defendeu a desburocratização para que uma pessoa abra o próprio negócio.
“O empreendedor tem pressa, porque ou ele empreende porque tem necessidade, então não pode esperar, ou por oportunidade, que se você tem ela na mão também tem pressa, porque se não ela passa”, afirmou.
Pinheiro citou o bom desempenho de Santa Catarina e listou uma série de medidas que considera essenciais para facilitar a ação de micro, pequenos e médios empreendedores no Estado.
Dentre elas, a facilitação na legislação e a necessidade de orientação à categoria em pequenos municípios.
O primeiro passo para ele é a adoção da autodeclaração. A medida é necessária para o microempreendedor não perder meses esperando as fiscalizações do poder público.
“Precisamos a acreditar que quem vai empreender, empreenderá certo. Depois será fiscalizado e, se estiver errado, [o empreendedor] será punido”.
SC finaliza programa que prevê juro zero para empreendedoras mulheres
O governo de Santa Catarina finaliza a versão estadualizada do Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte), que prevê desconto nos juros de 40% pelo Estado, tal como “Juro Zero” para pequenas e microempreendedoras mulheres.
O projeto de lei deve ser encaminhado nos próximos dias para a Alesc (Assembleia Legislativa do Estado), informou nesta quinta-feira (26) o secretário da Indústria, do Comércio e do Serviço, Silvio Dreveck, durante o Super 17.
Além do Pronampe Santa Catarina, Dreveck destacou o Prodec (Programa de Desenvolvimento da Empresa Catarinense) como meio para fomentar o empreendedorismo no Estado. O programa prevê a postergação do ICMS para a indústria e quatro anos e meio de carência com até 300 meses de pagamento.
“É a nossa contribuição para fomentar empresas que vão praticar economia circular, governança corporativa e indústria 4.0”, ressaltou o secretário. Na primeira semana de outubro Dreveck participou de uma reunião para apresentar os projetos da pasta aos parlamentares.
Cidade de SC é a mais rápida do Brasil para abrir uma empresa
Xaxim, no Oeste catarinense, é a cidade mais rápida do Brasil para se abrir uma empresa. O dado foi compartilhado por Luc Pinheiro, diretor técnico do Sebrae, durante o debate do Super 17.
Conforme o diretor técnico, Santa Catarina tem cinco cidades entre as mais rápidas do país para se abrir uma empresa. Além disso, 100 cidades catarinenses é possível começar um negócio em menos de 24h.
Florianópolis precisa ter mais independência da União para se desenvolver, defende professor
Florianópolis precisa ter mais independência em relação à União para se desenvolver, defende o professor Neri dos Santos, docente sênior do Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).
O fato de quase todo o território de Florianópolis ser insular amplia a influência da legislação federal sobre a cidade, criando ainda mais entraves para o desenvolvimento, avaliou Santos.
A legislação já prevê que todas as ilhas oceânicas costeiras pertencem à União, exceto aquelas estão sob domínio dos municípios ou terceiros. Além de Florianópolis, as capitais São Luís (Maranhão) e Vitória (Espírito Santo) se enquadram nesta categoria.
“Precisamos de lei complementar para regulamentar isso, e não ter tanta interferência federal em Florianópolis. Não é possível desenvolver cidade com a insegurança jurídica como se tem aqui”, destacou o professor, após pergunta realizada pelo repórter da NDTV, Paulo Muller, que comparou o setor turístico da Capital com o de Balneário Camboriú.