Quatro empresas do transporte coletivo da Capital que entraram com processos de recuperação judicial estão com débitos que, somados, superam os R$ 200 milhões. Os valores incluem passivos tributários, trabalhistas e atrasos com fornecedores.
Pandemia agravou crise do transporte coletivo em Florianópolis – Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Divulgação/Secom/ND“A situação é gravíssima. A crise no setor de transporte público de Florianópolis foi causada pela pandemia, não pelos empresários”, afirma o advogado Felipe Lollato, do escritório Lollato Lopes Rangel e Ribeiro Advogados, que representa Biguaçu, Canasvieiras, Estrela e Insular, todas enfrentando dificuldades financeiras.
Lolatto destaca o impacto da Covid-19 nos faturamentos, desde o lockdown de quatro meses decretado no início de 2020, e a falta de perspectiva de mudança do cenário. O sistema vem operando com apenas 30% da receita registrada antes do coronavírus.
SeguirA empresa Biguaçu vai ser a primeira a apresentar sua proposta de pagamento dos credores, em assembleia prevista para agosto. Se o cronograma for aprovado, a companhia segue em recuperação judicial,T com nomeação de um administrador para fiscalizar a gestão. Caso contrário, é decretada a falência.
A crise no transporte coletivo, que já resultou na demissão de quase mil trabalhadores desde o início da pandemia, foi discutida em audiência pública realizada pela Câmara de Florianópolis no último dia 21.