“O responsável pelo aumento de casos de Covid-19 não foi o setor produtivo”

Presidente eleito da CDL de Florianópolis, Marcos Brinhosa, toma posse em meio ao agravamento do cenário da pandemia

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Marcos Brinhosa, presidenteeleito da CDL de Florianópolis – Foto: divulgação/NDMarcos Brinhosa, presidenteeleito da CDL de Florianópolis – Foto: divulgação/ND

Presidente eleito da CDL de Florianópolis, Marcos Brinhosa, assume o cargo em janeiro, para mandato até o final de 2022, em meio aos desafios impostos pela pandemia.

Apesar de ter recuperado 2.622 empregos, Florianópolis segue como a cidade do Estado que mais perdeu empregos desde março, segundo pesquisa do Sebrae/SC.

Com o aumento de casos de Covid-19, há quem defenda medidas restritivas e até lockdown. Qual sua opinião a respeito?
A gente viu na prática que o responsável pelo aumento dos casos não foi o setor produtivo, foi a irresponsabilidade das pessoas nos momentos de lazer. Pessoas que fazem festas clandestinas, convivem sem máscaras com pessoas de diferentes lares e em grandes aglomerações.

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Não adianta punir quem faz a roda girar e gera impostos. Não podemos parar de viver, mas temos que  seguir as normas de segurança.  O setor produtivo não vai aguentar mais um lockdown e o governo também não vai suportar mais perda de receita. E, além disso, todos estão abalados, privados de momentos sociais e de sua rotina.

A digitalização é o principal impacto da pandemia no setor?
Sim. A digitalização que poderia ocorrer em dois ou três anos, aconteceu eu seis meses. Todo mundo precisou se reinventar pensando em atender o cliente sem ele sair de casa ou tendo o menor contato possível.

Quais as principais demandas que serão tratadas com o poder público?
A principal é o combate ao comércio ilegal, que não gera receita para o governo, não gera emprego formal e traz prejuízo bem grande à sociedade. Além disso, se o poder público não atrapalhar, já estará ajudando.

Temos o observatório político, que trabalha para que não sejam aprovados que atrapalham o setor empresarial.  Queremos ver uma Florianópolis mais próspera, mais empresas. Quem move esse país é o setor produtivo, principalmente as pequenas e microempresas.