O portão da Coteminas, em Blumenau, no Vale do Itajaí, amanheceu com uma faixa em protesto aos pagamentos atrasados dos salários, nesta sexta-feira (15). Na faixa, uma mensagem: “onde está o nosso salário, décimo terceiro e FGTS?”.
Sede da empresa amanheceu com protesto – Foto: Cláudia Pletsch/Reprodução/NDDe acordo com o presidente do Sintrafite (Sindicato dos Trabalhadores Têxteis), Carlos Maske, os atrasos já passam de dois meses. Maske afirma que a Coteminas atrasou o pagamento do salário referente ao mês de novembro, além do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e primeira parcela do 13º.
Coteminas atrasou parcelamento das demissões, diz sindicato
O dirigente ainda relembrou que a empresa começou a atrasar o pagamento referente ao parcelamento das demissões, decidido em acordo junto ao Ministério Público do Trabalho, em julho deste ano. Na ocasião, mais de 700 funcionários demitidos. O sindicato tenta o contato com a empresa, porém, sem retorno.
Seguir“A gente entra em contato com a direção da empresa e eles nos dizem que estão em reunião, mas de fato, uma resposta de quanto será pago esses valores atrasados, nós não temos. Isso que os trabalhadores estão fazendo aqui, exigindo uma resposta da empresa, para que eles se posicionem sobre quando esse valor será pago”.
Trabalhadores da Coteminas cobram pagamento de salário, FGTS e 13º terceiro – Foto: Reprodução/NDTVO ex-funcionário Reni Amarante dos Santos falou com a reportagem da NDTV Blumenau que esteve no local do protesto e disse que quer uma resposta da empresa, que atuou por mais de 30 anos. Ele foi demitido no mês de outubro, não recebeu a parcela da rescisão deste mês.
“A gente não sabe se eles vão pagar daqui 5 ou 10 dias, não sabemos se vamos receber. Eu trabalhei bastante tempo, então tenho bastante pra receber. O que a gente fica mais preocupado é não ter resposta, nem é o atraso, é não ter a resposta. Se eles atrasarem dois, três ou quatro dias, mas falarem que vão pagar, a gente fica mais tranquilo, mas eles somem”, afirmou Reni.
O portal ND Mais tentou contato com a Coteminas, mas não obteve retorno até a publicação da matéria. O espaço segue aberto.