O 12 de outubro marca em 2022 os 90 anos do empresário e ex-senador da República Henrique Loyola. Hoje uma referência estadual e até nacional por sua veia empreendedora e política, Loyola é um dos nomes que fazem parte da história do crescimento de Joinville, no Norte Catarinense.
É inegável sua contribuição, que começou ainda com seus antecessores. O pai, Lauro Carneiro de Loyola, foi deputado federal e contribuiu para trazer a Joinville, nos anos 50, a infraestrutura que permitiu que a cidade se desenvolvesse e se tornasse a maior economia do Estado.
Aos 90 anos, Loyola é apaixonado por dirigir e pilotar barcos. – Foto: André KopschO avô, Henrique Douat, era industrial na região, com atuação em vários ramos, enquanto o bisavô, Etienne Douat, foi responsável pela obra da Estrada Dona Francisca, que possibilitou a ligação com o Planalto Norte e alavancou a economia da região no final do século 19 e ao longo do século 20.
SeguirHoje, Henrique Loyola é controlador de grandes empresas, como a Cia Fabril Lepper, em Joinville, e a Fiação São Bento, em São Bento do Sul. Foi também presidente da Associação Empresarial de Joinville, onde hoje sua filha, Maria Regina Loyola Alves, está na presidência.
Na veia voluntária, é uma das figuras mais importantes na estrutura do Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville, sendo fundador da Associação dos Bombeiros Voluntários de Santa Catarina, na qual é presidente de honra.
Na política, mais destaques. Ocupou a cadeira de Secretário Estadual da Indústria, Comércio e Turismo de Santa Catarina, no governo Pedro Ivo Campos, onde implementou o Programa de Desenvolvimento Industrial de Santa Catarina, que há mais de 30 anos é importante fonte de desenvolvimento industrial e geração de emprego no estado.
Henrique Loyola costuma dizer que “o caixão não tem gavetas” e defende o papel social do empresário. Assim surgiu a Fundação 12 de Outubro, que nos últimos 30 anos está presente em obras como a construção do Lar Betânia, do Residencial Ventura e a reforma do Lar Abdon Batista, atendendo demandas assistenciais de cerca de 60 instituições privadas e públicas.
Aos 90 anos, Loyola é vitalidade pura. Ele mesmo atribuiu a uma de suas paixões chegar tão bem nessa idade: o mar. Seu primeiro barco foi uma bateira que ganhou do pai quando tinha 10 anos e que ele transformou em um veleiro, com bambu e um lençol da mãe.
Ainda hoje Loyola não perde a chance de navegar e dar um mergulho, detalhe, pilotando seu próprio barco. Outra paixão é dirigir por várias estradas. Inclusive, quando viaja para o exterior, sempre pega um carro para conhecer novos lugares.
Seja por terra ou mar, em suas aventuras tem uma companheira e tanto de vida. Helga Loyola o acompanha em vários trajetos. Casados há 66 anos, o amor é base para um legado que serve de inspiração e admiração.