Na segunda-feira (18), os maricultores de Palhoça receberão a primeira autorização para o cultivo de macroalgas da espécie Kappaphycus alvarezii na cidade. A atividade serve como fonte de renda para os produtores, uma vez que pode ser comercializada como biofertilizante ou fórmula para as indústrias química e alimentícia.
Macroalgas são fonte de renda para maricultores da Grande Florianópolis – Foto: Epagri/Divulgação/NDA documentação que confirma o início das atividades no município será entregue pela manhã, às 10h30, na Praia do Cedro, onde estão fazendas de produção de algas e uma unidade de pesquisa da Epagri.
Atividade é fonte de renda para produtores
Podendo ser comercializada a partir da produção de biofertilizante ou para produção de carragenana, (fórmula usada pelas indústrias química e alimentícia), o pesquisador da Epagri/Cedap, Alex Alves dos Santos, afirma que a produção aparece como forte fonte de renda para maricultores.
SeguirEm 2009, em Florianópolis, os cultivos experimentais das macroalgas começaram, e se estenderam para as cidades de Governador Celso Ramos e Penha, a fim de, com a ampliação dos trabalhos, os cultivos comerciais fossem liberados pelo Ibama.
Entre os beneficiados pela nova licença, está José Joscelino da Silveira, que já investiu em equipamentos e outras infraestruturas para iniciar a produção de biofertilizante a partir da nova matéria-prima, visando atender os agricultores da região.
Segundo Marcelo Ramos, extensionista da Epagri em Palhoça, a licença ambiental foi expedida pela Fundação Cambirela do Meio Ambiente de Palhoça, com a participação técnica da Epagri, da Secretaria de Aquicultura e Pesca ligada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e Secretaria Municipal de Maricultura e Pesca.
Macroalgas: conheça a espécie
A macroalga é nativa de regiões tropicais do continente asiático, como Indonésia e Filipinas, que são os maiores produtores mundiais. Oriunda de região mais quente, ela não consegue se reproduzir sozinha no Brasil, onde a propagação é vegetativa.
Isso representa necessidade de segurança ambiental, para garantir que a espécie exótica não se reproduza descontroladamente. No Brasil, os plantios e replantios são realizados com pequenos ramos retirados do vegetal. Os ramos rebrotam e crescem em ciclos que variam de 30 a 60 dias, dependendo da época do ano. No verão os ciclos são menores e vão aumentando à medida que esfria.
O cultivo de macroalgas em Santa Catarina vem sendo pesquisado e estimulado há mais de uma década em projetos de pesquisa desenvolvidos em parceria pela Epagri/Cedap e UFSC.