Passaporte de vacinação de Florianópolis deveria ter “prazo de validade”, diz Abrasel-SC

Em função do avanço da imunização contra a Covid-19, Raphael Dabdab considera também que a medida foi "tomada tardiamente"

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Diante do avanço da imunização contra a Covid-19, o presidente da Abrasel-SC (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), Raphael Dabdab, considera que a implantação do passaporte de vacinação em Florianópolis foi “tomada tardiamente” e que deveria ter “prazo de validade”.

Frequentadores de eventos com mais de 500 pessoas deverão comprovar ciclo completo de vacinação contra o coronavírus – Foto: Divulgação/AgênciaBrasil/NDFrequentadores de eventos com mais de 500 pessoas deverão comprovar ciclo completo de vacinação contra o coronavírus – Foto: Divulgação/AgênciaBrasil/ND

O entendimento é de que em 16 de novembro, quando o decreto publicado nesta quarta-feira (27) passará a valer em eventos com mais de 500 pessoas, a exigência não seria mais necessária por conta do percentual expressivo de vacinados.

“Somos favoráveis ao passaporte como medida temporária, exclusivamente para possibilitar o retorno das atividades do setor de eventos e congressos”, afirma Dabdab.

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Além disso, o empresário acredita que eventual iniciativa desse tipo deveria do Estado – “que dialogou com o setor de gastronomia e eventos, ouvindo as ponderações e contribuições das entidades” -, e não municipal.

“Não faz sentido, no nosso entendimento, por exemplo, Florianópolis adotar o selo com determinadas regras enquanto São José não adota o selo ou utiliza critérios diferentes. Durante o ano passado houveram medidas desalinhadas que apenas geraram migração de fluxo de clientes de um município para outro”, argumenta.

“Esperamos que em medidas futuras o município volte a envolver as entidades que representam os setores envolvidos, pois temos interesse e capacidade em contribuir e entendemos que devemos trabalhar juntos para desenvolver o turismo”, afirmou Dabdab.

A Abrasel-SC, que começou a esclarecer seus associados sobre as regras do decreto e do selo para estabelecimentos que quiserem aderir espontaneamente, não foi chamada para conversar sobre a implantação do passaporte de vacinação da Capital.